Coragem e disposição para mudar

Histórias de universitários que trocaram de curso

Isis Brum, Jornal da Tarde

06 Junho 2011 | 17h15

Formada e realizada profissionalmente, a tradutora Júlia Siqueira e  Mello, de 25 anos, relembra os dias de angústia durante o período em que foi obrigada a frequentar as aulas de Direito. O sofrimento virou doença. “Eu tive  anemia e depressão antes de largar a faculdade”, conta ela.

 

A família de Júlia soma nove advogados; a mãe tem um cartório em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, onde nasceu. “Eu poderia até estar ganhando mais, mas não estaria feliz”, diz ela.

 

Já para o estudante Renan Ischaro, 19 anos, foi preciso coragem para abandonar o badalado e concorrido curso de Medicina na Santa Casa, no ano passado, e voltar a ser vestibulando.

 

Atraído pela tradição da carreira, frequentou apenas um mês de aulas na universidade. “Achei que pudesse gostar, mas eu quero fazer Engenharia na Poli (Escola Politécnica da USP)”, diz.

 

Agora, Ischaro está de volta ao cursinho. “Eu achava Medicina interessante e acabei colocando como opção, mas Engenharia não me sai da cabeça e decidi voltar a estudar para fazer o vestibular de novo”, conta.

 

A estudante Isabel Sant’Anna, de 22 anos, que abandonou Relações Internacionais para cursar Moda no ano passado, diz que aprendeu uma boa lição com a decepção: pesquisar bastante sobre a carreira antes, para evitar surpresas no meio do curso.

 

“Na primeira vez, sabia só das coisas boas, não das dificuldades da profissão que havia escolhido”, admite Isabel. “Já em Moda, pesquisei melhor sobre o curso e a profissão, para não errar”, conta.

 

Ela lembra que tinha começado a estudar Relações Internacionais porque gosta de “viajar”, mas as contas pesadas das aulas de Economia, já no primeiro semestre do curso, a fizeram desistir e cancelar a matrícula.

 

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