Coordenador diz que infraestrutura do curso de Arquitetura do Mackenzie é 'satisfatória'

Declaração vem após curso ter obtido resultados insatisfatórios em avaliação do MEC

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

09 Janeiro 2013 | 16h34

O coordenador do curso de Arquitetura do Mackenzie, Paulo Correa, afirmou na tarde desta quarta-feira, 9, que a infraestrutura da faculdade é "satisfatória". A declaração vem após o Ministério da Educação (MEC) ter incluído o curso em uma relação de graduações que obtiveram, pela primeira vez, resultados insatisfatórios no Conceito Preliminar de Curso (CPC). Os alunos já marcaram uma reunião para discutir o problema.

De acordo com os indicadores divulgados pelo MEC, a baixa performance dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e problemas de infraestrutura são dois dos principais fatores que contribuíram para a nota ruim atribuída ao curso de Arquitetura da universidade.

"Vale ressaltar que essa avaliação foi feita em um momento em que estávamos em um processo de conclusão das reformas do prédio", afirma Correa. "Hoje a nossa situação é outra, temos uma infraestrutura satisfatória."

O coordenador aponta como resultados da reforma a entrega de uma série de laboratórios no subsolo do prédio da faculdade. Ainda assim, Correa admite algumas falhas pontuais. "Nosso mobiliário ainda é antigo e, com a faculdade funcionando durante todo o dia, vira e mexe temos problemas com datashows."

Quanto ao baixo desempenho dos alunos no Enade de 2011, o coordenador afirma que ainda é cedo para uma avaliação mais criteriosa. "Até o momento tivemos acesso apenas a uma planilha do ministério com as notas atribuídas a cada um dos critérios", diz. Na opinião dele, os números são "frios". "Não tenho como saber, por exemplo, os índices de erros e acertos de cada questão para que possamos, inclusive, cruzar esses dados com o programa de nossas disciplinas."

Correa também não enxerga problemas no corpo docente da faculdade. "Somos em 150 professores, dos quais 55% são doutores, 39% são mestres e cerca de um terço deles trabalha em tempo integral, tal como prevê a lei", afirma. "Em termos de qualificação, reputo-a como excelente."

A falta de comunicação entre alunos e a coordenação do curso também é alvo constante de queixas. Correa diz não poder tirar a razão dos alunos e admite que o problema existe na faculdade. O coordenador, no entanto, afirma que desde que assumiu o cargo, há quatro meses, tem tomado medidas para reverter a situação. "Minha primeira postura enquanto coordenador foi dar uma atenção maior aos reclames dos alunos", diz. Segundo ele, são realizadas reuniões frequentes com os estudantes e até os pais.

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