Contratações e bônus acirram disputa eleitoral na USP

A Universidade de São Paulo (USP) apura nesta quarta-feira, 11, os votos na consulta informativa feita à comunidade acadêmica sobre a escolha do próximo reitor. Todos os alunos, servidores e docentes puderam votar nessa terça-feira, 10, mas as informações preliminares indicam que a participação estudantil foi baixa. A previsão é que o resultado da consulta, que não tem caráter decisório, seja divulgado nesta quinta-feira, 12.

O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2013 | 11h24

A reta final da campanha na USP ficou acirrada com a troca de críticas entre os quatro candidatos e reclamações contra medidas do atual reitor João Grandino Rodas, consideradas eleitoreiras. Uma delas é a portaria no Diário Oficial desta quarta-feira sobre a distribuição de 537 cargos em unidades de ensino, museus e institutos. A universidade anunciou nesta semana que foi autorizada a liberação de 700 novos cargos para atender à demanda dos cursos criados nos últimos anos.

Outra queixa de oportunismo é sobre o pagamento de bonificação de R$ 2 mil a todos os professores e funcionários, como mostrou o Estado no dia 5 de dezembro, apesar de a USP ter caído nos principais rankings universitários internacionais. A crítica é que as medidas tenham o objetivo de favorecer Wanderley Messias da Costa, o candidato de Rodas. Costa confirma o apoio do reitor, mas nega que haja favorecimento. A Assessoria de Imprensa da universidade afirma que as duas medidas já eram previstas no orçamento da USP.

Definição.  A assembleia eleitoral da USP, que tem quase 2 mil pessoas e é formada majoritariamente por professores, votará três nomes para a escolha do próximo reitor em 19 de dezembro. A lista tríplice será encaminhada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), responsável pela palavra final. Na última eleição, em 2009, o então governador José Serra (PSDB) optou pelo segundo mais votado da lista, João Grandino Rodas, que está à frente da instituição até janeiro de 2014.

Em outubro, o Conselho Universitário da USP – órgão máximo da instituição – alterou o formato de escolha do reitor. Antes a eleição tinha dois turnos: cerca de 2 mil eleitores indicavam três nomes. Os mais votados iam para um segundo turno, com 330 eleitores, e o governador definia o escolhido. No novo modelo, o segundo turno foi extinto e ficou estabelecida a consulta informativa a todos os alunos, docentes e servidores da USP – sem caráter decisório – dias antes da eleição.

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