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Contra proposta de reajuste, professores da Unicamp decidem por paralisação

Funcionários da universidade estão em greve e alunos ocupam a reitoria desde o último dia 11; USP também enfrenta greves

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

25 Maio 2016 | 19h30

SÃO PAULO - Os professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram paralisar as atividades na próxima semana, depois de deliberarem que não irão aceitar a proposta da reitoria de reajuste salarial de 3%. O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual de Campinas (STU) também está em greve desde a última segunda-feira, 18, por não aceitar a proposta. 

"O reajuste é insuficiente e representa arrocho salarial aos professores e funcionários. Há muito tempo nós [sindicatos] já falávamos que precisariam alterar a forma de financiamento das universidades porque elas entrariam em colapso, nada foi feito e agora estamos vivendo essa situação", disse Paulo Cesar Centoducatte, presidente da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp).

Segundo Centoducatte, os professores aprovaram em assembleia nesta quarta-feira, 25, a paralisação de três dias (30 e 31 de maio e 1º de junho) e depois decidir se entram em greve. 

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), composto por USP, Unicamp e Unesp, apresentou  a proposta de reajuste de 3% e disse que está fazendo um "esforço para atenuar as perdas salariais" dos últimos 12 meses, considerando que as instituições enfrentam a "pior crise econômica da história da autonomia universitária". 

O governo do Estado de São Paulo vive a pior queda de receita em 13 anos e, com isso, as três universidades paulistas receberam no primeiro quadrimestre de 2016 o menor repasse de dinheiro em sete anos. Juntas, as instituições receberam R$ 2,89 bilhões entre janeiro e abril, menor valor para o período desde 2009, quando o repasse foi de R$ 2,77 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

Ocupação. Desde o dia 11, os alunos da Unicamp ocupam o prédio da reitoria contra co corte de R$ 40 milhões em verbas da universidade, falta de cotas sociais, congelamento de concursos, não reposição de professores aposentados e pela ampliação e melhorias na moradia estudantil.

Na USP, professores e funcionários também estão em greve contra o reajuste salarial de 3% e os alunos ocupam ao menos cinco prédios de cursos contra os cortes de verbas da universidade, não reposição de professores, política de cotas sociais e permanência estudantil. 

 

 

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