Contra os riscos dos pesticidas

Annelise Caselatto foi a única premiada na área de Ciências Químicas do prêmio Para Mulheres na Ciência

Paulo Saldaña, Especial para o Estado de S. Paulo,

26 Outubro 2009 | 23h39

Sonhos de adolescentes muitas vezes passam longe da realidade. O de Annelise Caselatto era bem concreto. "Decidi estudar química porque queria fazer xampu", diz a professora da Universidade Federal do Rio Janeiro, aficionada por bulas e rótulos.   Aos 30 anos, Annelise é doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina e fez o pós-doutorado na Universidade de Queensland, Austrália. Filha de um economista e de uma bibliotecária, não foi a única premiada na área de Ciências Químicas, com um estudo sobre compostos que podem minimizar o impacto tóxico de pesticidas.   Descontraída, Annelise acha que faz muito o estereótipo de pesquisadora. "Isso é ótimo para mostrar que a ciência está ao alcance de todos." Esse foi seu primeiro prêmio. "Dá uma boa visibilidade e deixou meus alunos empolgados por verem que um professor novo pode se destacar na pesquisa."   Prêmio O Programa Para Mulheres na Ciência é uma parceria entre a L’Oréal, Unesco e a Academia Brasileira de Ciências. Ele oferece desde 2006 uma bolsa de US$ 20 mil para cientistas brasileiras tocarem seus projetos de pesquisa nas áreas de Biologia, Física, Química, Matemática e Saúde.   A versão internacional do Mulheres na Ciência premia cinco pesquisadoras por ano, desde 1998. Quatro brasileiras fazem parte do grupo de ganhadoras: a geneticista Mayana Zatz, a bióloga Lúcia Previato, a física Belita Koiller e a astrofísica Beatriz Baybuy. Todas participaram da comissão julgadora da versão nacional deste ano.

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