Conselho prepara resolução para escolas

O objetivo é orientar reposição de conteúdos para minimizar prejuízos aos alunos

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

31 Julho 2009 | 16h32

O Conselho Estadual de Educação prepara uma resolução para orientar as escolas, principalmente as particulares, na reorganização do calendário escolar após a decisão de adiar o retorno às aulas para evitar a propagação da gripe suína.   De acordo com o documento, que será divulgado em 12 de agosto, cada instituição de São Paulo poderá fazer a reposição das aulas perdidas da maneira que achar interessante.     Leia mais:   Veja as datas de retorno às aulas das principais instituições paulistas  USP, Unesp e Unicamp adiam volta às aulas  Escolas privadas decidem adiar a volta  Infectologista Granato: 'Transmissão do vírus pode diminuir até 40%'  Infectologista Kalás: 'O vírus não difere escola de shopping ou igreja'  Mudança de calendário divide pais de estudantes  Rio Grande do Sul e Rio também prorrogam férias     Para o presidente do Conselho de Educação de São Paulo, Arthur Fonseca Filho, as diretrizes da resolução deverão minimizar o impacto do adiamento das aulas. "O prejuízo já aconteceu. As famílias estão estruturadas para deixar as crianças nas escolas e o adiamento mexe com toda uma estrutura. Não posso opinar sobre saúde, mas o prejuízo na educação está acontecendo."   Para Fonseca, as equipes pedagógicas dos colégios devem usar estes dias de adiamento de aulas para estudar formas de dar o conteúdo, com o mínimo prejuízo aos alunos.   Na avaliação do presidente do conselho, um dia de aula perdida não significará um dia reposto. "É possível pedir trabalhos, oferecer atividades no contraturno. Nos colégios maiores, com infraestrutura, ferramentas online poderão ser usadas para que os alunos não fiquem sem atividade." Ele diz, ainda, que o calendário letivo, com 200 dias de aulas, poderia ser contornado em situações como essa. "A maioria das escolas já previa finalizar as aulas em 15 de dezembro. Pedir para avançar mais 15 dias seria impossível", afirma.   Para ele, o calendário "apertado" vai afetar ainda mais alunos que estão concluindo o ensino médio, ou se preparando para o vestibular. "O calendário para as provas do vestibular já é extremamente apertado, independente de suspensão de aulas ou não. Em uma fase como essa, não é viável mudar as datas do Enem, da Fuvest, da Unicamp porque envolve muitas outras instâncias. Os alunos terão que correr ainda mais para ficar com tudo em dia, avanças aulas nos sábados e feriados", diz Fonseca.   Ensino Superior O Semesp, sindicato das entidades mantenedoras do ensino superior paulista, a Abmes, que representa as particulares de todo o País, e a Andifes, associação dos dirigentes das universidades federais, disseram que não estão preparando documento semelhante para orientar universidades e faculdades sobre a reposição das aulas. De acordo com as entidades, cada instituição tem autonomia para decidir como vai definir o calendário acadêmico.  

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