Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial quer punição contra alunos da UFMG

Estudantes promoveram trote de cunho racista; fotos causaram indignação na internet

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO,

08 Abril 2013 | 20h05

BELO HORIZONTE - O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial publicou nesta segunda-feira, 8, nota de repúdio a trotes de cunho racista praticados por estudantes de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Num dos trotes, que tiveram grande repercussão nas redes sociais, uma caloura acorrentada aparece ao lado de uma faixa com os dizeres “Caloura Chica da Silva”, e um rapaz sorri enquanto segura a corrente.

 

A nota diz que a imagem “remete-nos à prática recorrente de menosprezo e depreciação da mulher negra, desta vez com alusão descabida à Francisca da Silva de Oliveira, conhecida como Chica da Silva, figura histórica, ligada ao Estado de Minas Gerais que, tendo conquistado sua liberdade, foi referência de ascensão social do negro durante o Império".

 

Reforça, ainda, que o racismo é crime inafiançável e que a UFMG deve tomar as medidas necessárias para penalizar os envolvidos e evitar a repetição do ocorrido. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda e é assinado pela presidente do conselho, Luiza Barrios. "Torna-se evidente que o trote racista ofendeu o direito da pessoa e da população negra à dignidade". O conselho também publicou moção de repúdio à indicação de Marco Feliciano (PSC-SP) ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

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