Conselho de reitores diz que isonomia entre servidores não existe

Segundo o representante dos reitores da USP, Unesp e Unicamp, aumento de 6,57% é o limite

Luciana Alvarez, O Estado de S. Paulo

07 Junho 2010 | 17h56

O presidente do Conselho de Reitores das Universidade Estaduais Paulistas (Cruesp) e reitor da Unicamp, Fernando Costa, afirmou que a entidade não tem como dar mais de 6,57% de aumento, índice de reajuste concedido a professores e funcionários no dia 11 de maio.

 

“Não somos uma empresa, que pode diminuir lucros para aumentar salários. Esse é o limite que podemos reajustar com responsabilidade”, afirmou. "Mais de 85% do orçamento recebido do governo está comprometido com folha de pagamento.”

 

Segundo Costa, professores receberam em fevereiro um outro reajuste – de 6% – para equiparar os salários aos das universidades federais e evitar, assim, que os docentes deixassem as entidades. Para ele, a isonomia não foi quebrada, pois a igualdade de reajustes dá-se entre as três universidades, mas não necessariamente entre as categorias.

 

“A isonomia como os funcionários pedem não existe", diz. De acordo com ele, desde 1996 a carreira dos servidores técnicos e administrativos passou por duas reestruturações exclusivas, não estendidas aos docentes.

 

Os servidores grevistas da USP decidiram nesta segunda-feira manter a paralisação, que já dura 34 dias. Funcionários da Unicamp e da Unesp também estão em greve. Todos têm como principal reivindicação o reajuste de 6% já concedido aos professores, isto é, a igualdade entre os aumentos salariais dados pelo governo aos docentes e servidores técnicos e administrativos.

 

'Motivação política'

 

O reitor da Unicamp afirmou ainda acreditar que a greve tem motivação política. “É um ano eleitoral e acho que a greve é política. São alguns partidos que estão incentivando essa movimentação”, disse Costa.

 

O presidente do Cruesp ressaltou, ainda, que os salários estão sendo reajustado há anos com índices acima da inflação. “Temos certeza que os funcionários recebem um salário adequado. Os valores são sempre maiores que os do mercado, especialmente em carreiras de ensino fundamental e médio.”

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