Conselho da USP depende de reitor para aprovar ação da PM no câmpus

Pedido deve ser encaminhado à reitoria ainda nesta sexta; não foram definidas mudanças na Guarda Universitária nem no acesso ao câmpus

Felipe Mortara, Estadão.edu

20 Maio 2011 | 13h41

O Conselho Gestor da USP decidiu, em reunião realizada nesta sexta-feira, 20, encaminhar à reitoria da universidade um pedido para o desenvolvimento de um protocolo para definir a ação da Polícia Militar no câmpus do Butantã, na zona oeste da capital. O pedido deve ser enviado para análise do reitor João Grandino Rodas ainda hoje. Caso seja aprovado, uma nova reunião - ainda sem data definida - do conselho vai estabelecer as medidas práticas que serão tomadas para aumentar a segurança na Cidade Universitária.

 

A reunião, em caráter extraordinário, ocorreu dois dias após o assassinato do aluno do 5.º ano de Ciências Atuariais Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos. Na noite de quarta-feira, o estudante foi baleado na cabeça em um estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

 

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Os professores, alunos e funcionários presentes ao encontro não aprovaram o aumento do efetivo da Guarda Universitária nem novas medidas para controlar o acesso ao câmpus. O Conselho Gestor é formado por representantes das unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus, além de representantes discentes e de servidores.

 

Segundo o professor José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica e presidente do conselho, os limites da atuação da PM no câmpus serão estabelecidos após consulta à comunidade acadêmica. "A preocupação em relação às lembranças do tempo da ditadura será levada em consideração."

 

Cardoso lembrou que está pronta a licitação que visa a melhorar o sistema de iluminação na Cidade Universitária. "O conselho nunca ficou parado e, em todas as reuniões, discute diversas ações a serem implantadas."

 

Segundo o diretor da Poli, o problema da iluminação se deve em parte porque, quando foi construída, nos anos 1960, não havia tanta vegetação no câmpus. "As árvores ainda eram baixas."

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