Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Conselho da USP aprova bônus de 5% para candidatos negros da Fuvest

A proposta, aprovada em definitivo, já vale para a seleção deste ano da Fuvest

Davi Lira, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2013 | 20h34

O Conselho Universitário da USP, instância máxima da universidade, aprovou nesta terça-feira, a criação de um bônus de 5% no vestibular para candidatos de escolas públicas que se declararem preto pardo ou indígena. A proposta, que já havia sido aprovada na última semana pelo Conselho de Graduação já vale para a seleção da Fuvest de 2014.

Na votação do conselho - composto por representantes de todas as unidades, além de estudantes e funcionários - 77 votos foram favoráveis ao bônus racial. Houve ainda 11 abstenções e 5 votos contra. A USP sempre foi contrária a critérios raciais de bonificação.

De acordo com o texto aprovado, um aluno negro ou indígena que cursou a educação básica na rede pública poderá ter um bônus de até 25% na nota. Sem o critério racial, o bônus para a escola pública será de até 20%. O acréscimo máximo era de 15% na nota até este ano.

A proposta validada hoje pela Conselho Universitária, representa o abandono pela USP do plano do governador Geraldo Alckmin (PSDB), lançado em 2012 ao lado dos reitores da instituição, da Unicamp e da Unesp.

O novo documento não fala em cotas, mas em metas. E o prazo para alcançá-las também é diferente do proposto pelo governo. A USP terá que alcançar 50% de inclusão de alunos em escola pública em 2018, não em 2016, com previa o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Paulista (Pimesp) do governo Alckmin.

Curso Preparatório

A oferta de um cursinho pré-vestibular próprio também foi aprovado na reunião do Conselho Universitário. O curso de reforço, para mil alunos, será oferecido anualmente, com duração de dez meses. As vagas são destinadas a quem estudou na escola pública e prestou a Fuvest, mas não passou no vestibular.

A primeira edição, de caráter experimental, será oferecida a partir de agosto. As aulas serão ministradas por alunos de Licenciatura, sob a supervisão de estudantes de pós-graduação, somente na Cidade Universitária, zona oeste da capital. Os estudantes receberão uma bolsa de manutenção no valor de R$ 300 mensais.

Mudança nos cursos

Na reunião, também foi aprovado a criação do curso de Engenharia da Computação, com ênfase em Sistemas Computacionais no câmpus da zona leste. Serão 50 vagas no turno integral. A chegada da Escola Politécnica à USP Leste foi antecipada pelo Estado em janeiro.

Também foram aprovadas as reformulações nos cursos de Ciências Físicas e Biomoleculares, ofertado no câmpus de São Carlos, que passou a ter ênfase tecnológica, e no curso de Ciências Biológicas em Ribeirão Preto, que muda para Ciências Biomédicas.

 

Corrigida às 13h40 do dia 03/07/2013 (correção do nome do curso ofertado em São Carlos)

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