Congregação da USP decide assinar contrato para alugar salas da Unicid

Medida é alternativa para que os alunos do câmpus da zona leste comecem o semestre letivo, adiado sucessivas vezes por causa da interdição da unidade em função de problemas ambientais

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

25 Março 2014 | 13h56

SÃO PAULO - A Congregação da USP Leste, órgão máximo da unidade, decidiu nesta terça-feira, 25, assinar o contrato para alugar salas da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) para levar alunos do câmpus da zona leste. O órgão tinha até o final da manhã desta terça para decidir sobre o contrato. Serão alugadas 26 salas. Apesar das críticas e do terceiro adiamento da volta às aulas na semana passada, o órgão também manteve o retorno do ano letivo para segunda-feira, 31 de março.

Na semana passada, a reitoria da USP apresentou às pressas um câmpus na zona leste da Unicid, faculdade particular, como o local alternativo para receber as aulas dos cursos diurnos. O câmpus da USP Leste está interditado judicialmente desde janeiro por problemas ambientais.

O principal argumento contrário de grupos de professores e alunos é a suposta falta de estrutura da Unicid, pela demanda por salas amplas e laboratórios. Para uma outra parte da USP Leste, porém, a faculdade particular é uma saída razoável pata salvar o semestre letivo, atrasado em cinco semanas de acordo com o calendário oficial da universidade.

A preocupação maior ainda é com as graduações noturnas, que ficaram espalhadas entre uma Faculdade de Tecnologia ( Fatec) da zona leste, uma escola técnica do centro e outros prédios da USP, na zona oeste.

Na reunião da Congregação, os alunos chegaram a sugerir o quarto adiamento do inicio das atividades acadêmicas, mas a ideia não teve adesão dos demais membros do órgão. A proposta de distribuição das classes deve ser enviada pela Comissão de Graduação até esta quarta, 26, e definida em assembleia na sexta, 28.

Protesto. Na tarde desta terça-feira, os estudantes da USP Leste também pretendem fazer um ato em frente à reitoria, onde ocorre reunião do Conselho Universitário,para protestar contra a situação da unidade. A possibilidade de começar nova greve, depois da paralisação geral da USP Leste por 50 dias entre agosto e setembro de 2013, não está descartada.

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