Comissão da reforma universitária terá controle externo

O grupo de trabalho do Ministério da Educação (MEC) a ser criado para coordenar a discussão da reforma universitária terá um representante de fora do governo, anunciou nesta quinta-feira o ministro Tarso Genro. Segundo ele, será escolhida uma ?pessoa altamente qualificada do meio acadêmico?. A idéia é dar transparência e permitir uma espécie de controle externo do grupo, formado por secretários e colaboradores de Tarso, que chefiará a equipe. O governo quer enviar proposta de reforma universitária ao Congresso ainda este ano.Tarso disse que o grupo de trabalho terá até sete membros, cujos nomes deverão ser anunciados na segunda-feira, juntamente com os novos secretários do MEC. O ministro estuda uma reorganização interna do ministério, prevendo inclusive a extinção de uma ou mais secretarias. Tarso afirmou que pretende acabar com a Secretaria de Inclusão Educacional, para a qual foi nomeado cumulativamente o chefe de gabinete, Jairo Jorge. O ministro não revelou se manterá no cargo o atual secretário de Educação Superior, Carlos Antunes, herdado da gestão do ex-ministro Cristovam Buarque. Hoje, ao almoçar no bandejão do MEC, Tarso avistou Antunes, mas apenas acenou.Um dos pontos cruciais da reforma universitária será a autonomia das instituições federais. Antiga reivindicação dos reitores, ela já é realidade nas universidades estaduais paulistas desde 1989 e acaba com entraves burocráticos na alocação e uso de recursos. ?As universidades federais não terem autonomia é um atraso terrível para o País?, disse hoje o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Enio Candotti, que conversou por telefone com Tarso e deverá encontrar-se com o ministro daqui a duas semanas.

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