Diego Herculano / Estadão
Diego Herculano / Estadão

Combate à evasão escolar ajuda rede estadual do Espírito Santo

Estado é líder do País no ensino médio, segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica

Vinícius Rangel, Especial para O Estado

30 Agosto 2018 | 22h33

“Eu era um aluno muito largado, não me importava com quase nada e só queria saber de jogar bola. Mas aí a professora me mostrou um caminho diferente”, conta Hendrey Helmer, de 19 anos, ex-aluno de uma escola estadual de Serra, na Grande Vitória. “Saí do ensino médio e fui direto para a faculdade.”

Na rede estadual do Espírito Santo, líder do País no ensino médio, programas para levar jovens de volta à sala de aula e com foco na gestão escolar fizeram a diferença nos resultados. Na edição de 2017 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), prova do Ministério da Educação (MEC), o ensino público capixaba teve 281 em Matemática (ante 260 na média nacional) e 277 em Português (ante 260 no ensino médio público do País). 

“Vivíamos uma realidade complicada, mas conseguimos superar isso. Em 2016, nossa evasão escolar chegou a 12% e agora zeramos”, explica Ramon Barcellos, diretor da Escola Vila Nova de Colares, onde Helmer foi aluno. 

Esse foi um dos colégios onde funcionam o Programa Jovem do Futuro, parceria do Instituto Unibanco com o governo estadual, que tem o objetivo de transformar escolas de forma democrática e participativa. “Identificamos os problemas da comunidade e discutimos formas de atingir quem está do lado de fora. Nas salas, mudamos métodos de ensino com aulas interativas que despertam o interesse do aluno. Criamos projetos, competições, incentivos às profissões”, diz Barcellos. Hoje, o programa está em 240 instituições. 

“Tudo isso faz com que a gente faça parte da escola”, diz Vinicius Loureiro, de 17 anos, aluno do último ano da Vila Nova de Colares, em um bairro violento da região. “Antes, as pessoas não queriam saber da escola.”

Gestão. Para o secretário da Educação do Espírito Santo, Haroldo Rocha, o êxito não se deve à alocação de mais recursos. “Isso é resultado de gestão”, afirma ele, que também destaca a aposta em escolas de tempo integral - há 32 na rede estadual. 

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