Com restrição de verbas, Unifesp reduz gasto com terceirizados

Recursos destinados a limpeza e segurança caíram de 20% a 30%; federal faz manifesto em defesa do ensino público

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2015 | 22h16

SÃO PAULO - Com as restrições de verbas nos primeiros meses do ano, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) reduziu entre 20% e 30% os gastos com terceirizados, como os profissionais de limpeza e segurança. Também houve corte no número de estagiários. Para evitar mais perdas, a instituição lançou nesta sexta-feira, 10, um manifesto em defesa do ensino superior público. 

Em janeiro e fevereiro, as federais receberam apenas 1/18 da verba de custeio e investimento que foi gasta em 2014. Geralmente, até aprovar o orçamento da União, as universidades recebem, por mês, 1/12 do orçamento do ano anterior. Em 2015, o governo só liberou essa parcela a partir de março. 

O receio agora é de novos cortes. “Precisamos de todo o orçamento para manter nossas atividades”, disse Soraya Smaili, reitora da Unifesp. No momento em que se discute a continuidade de programas federais em escolas privadas, como o Fies, ela defendeu o ensino público. “O investimento na educação pública se enraíza na sociedade.” 

O orçamento deste ano já foi aprovado pelo Congresso, mas falta a sanção da presidente Dilma Rousseff (PT). O Planalto informou que não estão definidos os ajustes em cada área. 

Queixas. No evento que lançou o manifesto, mais de 50 alunos da Unifesp protestaram por direitos, principalmente de assistência estudantil. A maior queixa é em relação ao fim de uma linha gratuita de ônibus até o câmpus Guarulhos, onde universitários estão em greve há 18 dias. A reitoria disse que negocia uma solução com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). 

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