Com contas atrasadas há dois meses, UFBA tem luz cortada

Universidade diz que repasses para custeio têm sido entre 15% e 20% menores do que o previsto; instituição ainda enfrenta greves

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

27 Julho 2015 | 18h37

Duas unidades da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tiveram a energia elétrica cortada nesta segunda-feira (27) por falta de pagamento. A instituição confirmou que não pagava a conta de luz há dois meses e que a dívida somava R$ 2,3 milhões. A instituição disse que está com dificuldades financeiras desde a redução de repasses do Ministério da Educação (MEC).

A Escola Politécnica e a Escola de Administração tiveram a energia cortada pela manhã, mas o fornecimento foi restabelecido no final da tarde, após um acordo da UFBA com a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). De acordo com a universidade, houve ainda a ameaça de corte no prédio da reitoria.

Ainda segundo a assessoria da UFBA, a energia foi religada depois que a universidade recebeu um repasse do governo federal para pagar a dívida. A Coelba informou que a suspensão ocorreu após notificações formais e tentativas de negociação com a universidade. 

Em nota, o MEC informou que repassou R$ 2,5 milhões nesta segunda-feira para a UFBA e que o valor já estava previsto no cronograma orçamentário. O ministério informou ainda que as instituições financeiras têm autonomia na gestão financeira e administrativa.

Crise. A UFBA já enfrentava dificuldades financeiras desde o ano passado, quando acumulou R$ 26 milhões de contas atrasadas. No entanto, a situação piorou neste ano, após o governo federal contingenciar R$ 9,423 bilhões da Educação, com o ajuste fiscal.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, os repasses mensais têm sido entre 15% e 20% menores do que o previsto. No início de julho, a UFBA anunciou que, devido à redução de 75% no repasse do Programa de Apoio à Pós Graduação (Proap), iria suspender as atividades de pós-graduação. 

Devido aos cortes no orçamento da universidade, professores e funcionários técnico-administrativos estão desde maio em paralisação.

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