Colégios ingleses terão ajuda para falar sobre fundamentalismo

Governo acredita que colégios podem ter 'papel-chave' para conseguir que jovens rejeitem o extremismo

Efe

08 de outubro de 2008 | 16h14

Os colégios ingleses receberão assessoria sobre como prevenir que os alunos sejam atraídos por movimentos extremistas violentos, anunciou nesta quarta-feira, 8, o Ministério de Infância, Colégios e Famílias do Reino Unido. Os centros de ensino fundamental e médio na Inglaterra receberão guias para ajudá-los a debater questões que cercam as opiniões extremistas. Em comunicado divulgado pelo ministério, o titular desse departamento, Ed Balls, disse que os colégios poderiam desempenhar "um papel-chave" para conseguir que os jovens rejeitem o extremismo. "O extremismo violento influenciado pela Al Qaeda representa, atualmente, a maior ameaça de segurança, mas outras formas de extremismo e preconceitos de ódio e raça afetam também nossas comunidades e causam alienação e desafeto entre os jovens", disse Balls. Estas ferramentas que foram implementadas "mostram como a educação pode ser utilizada para enfrentar todas as formas de extremismo e construir uma sociedade mais forte e segura", acrescentou. O sindicato nacional de professores elogiou a medida, por considerar que é necessário fazer frente às ameaças terroristas, mas insistiu em que era necessário preservar a relação de confiança com os alunos. "Nenhum professor ignorará a informação óbvia sobre uma ameaça específica e real, mas é vital que os docentes sejam capazes de discutir com os alunos e ouvi-los, sem sentir que têm que informar sobre cada palavra", destacou.

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