Colégio fecha as portas sem avisar pais e alunos

O inesperado encerramento das atividades no Colégio Poeta Mário Quintana, na Vila Maria, zona norte de São Paulo, deixou na mão 470 alunos que pretendiam voltar às aulas na segunda-feira. Indignados, pais, alunos e professores reuniram-se pela manhã diante da escola para protestar.À tarde, eles conseguiram liminar e a escola será obrigada a retomar suas atividades nesta terça, caso contrário, terá de pagar multa diária de R$ 1 mil para cada aluno.O colégio, que tinha turmas de pré-escola, ensinos fundamental e médio, foi obrigado, segundo informação dos pais, a fechar suas portas em cumprimento a uma ordem de despejo no dia 17. "A escola está devendo aluguel há mais de dois anos e nunca nos disseram nada", disse Gilberto Faes, pai de dois alunos. "No início do ano, aceitaram o dinheiro da matrícula como se nada estivesse ocorrendo. Agiram de má-fé."Ação de despejoNa semana passada, um dos pais soube da ação de despejo e avisou os demais. "Não temos onde matricular as nossas crianças. Muitas escolas não aceitam alunos novos no meio do ano", disse Rosane Lima do Nascimento, mãe dos alunos Caio e Amanda.Faes disse que a liminar foi concedida pelo juiz Marco Aurélio Martins Costa, da 2.ª Vara Civil de Santana. Alguns pais entretanto, perderam a confiança na escola e mudarão seus filhos de colégio. "É um drama ter de mudar de escola no meio do ano letivo. Não quero que meu filho passe por isso novamente", disse a mãe de Iago, Regiane do Nascimento.Clique para ler no Antes de contratar, veja se escola tem processo

Agencia Estado,

05 de agosto de 2003 | 06h47

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