Colégio Christus defende funcionários indiciados pela PF

Um professor de física e um funcionário da escola foram indiciados por estelionato no Enem

Agência Brasil,

18 Janeiro 2012 | 10h58

Após a confirmação da Polícia Federal (PF) do envolvimento de dois funcionários do Colégio Christus, de Fortaleza, no vazamento de questões do Enem de 2011, a diretoria da escola divulgou nota declarando que confia “na honestidade e na lisura” dos funcionários. O estabelecimento informou que aguarda uma “posição equilibrada e isenta do Ministério Público Federal a respeito dos fatos”.

Na terça-feira, 17, a PF confirmou o indiciamento de um professor e um funcionário do Christus pelo vazamento de 14 questões do Enem de 2011. Em outubro, poucos dias antes da aplicação do exame, o colégio distribuiu uma apostila aos estudantes que antecipava 14 itens que foram cobrados na avaliação. As questões vazaram da fase de pré-teste da prova, da qual alunos da escola participaram em outubro de 2010.

De acordo com o inquérito concluído pela PF na sexta-feira, 13, um funcionário da escola foi contratado pela Cesgranrio, consórcio responsável pelo Enem, para trabalhar na aplicação do pré-teste. Ele teve acesso aos cadernos de prova e foi o responsável por copiar as questões. A polícia não divulgou se ele roubou o caderno ou apenas copiou parte do material. Já o professor foi o responsável por distribuir aos alunos a apostila que continha os itens aplicados no pré-teste. Os dois foram indiciados pelo crime de estelionato, e o inquérito está agora com o MPF no Ceará. Em nota, a diretoria do colégio acrescentou que as notícias do indiciamento “expressam apenas a opinião da autoridade investigadora (a PF)” e espera que na análise do MPF “prevaleçam a verdade e a justiça”.

A prova do Enem é composta por questões que integram um banco de itens do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Antes de entrar para esse banco, cada questão passa por um pré-teste, que avalia se o item é válido e o seu grau de dificuldade. Os alunos que participam do pré-teste são escolhidos aleatoriamente e, após responder ao caderno de questões, devolvem o material que deve ser incinerado. Segundo o Ministério da Educação, 91 alunos do Christus participaram do pré-teste em 2010. Após a notícia do indiciamento, o MEC disse, em nota, que espera que "todos que atentaram contra o Enem sejam punidos exemplarmente".

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