Coisas que eu queria saber quando era estagiário

Flávio Rocha, dono da Riachuelo, fala dos erros e acertos do início de sua carreira

21 Agosto 2010 | 18h51

"Quando me tornei estagiário, já tinha bastante experiência de trabalho. Comecei cedo, aos 14 anos, na empresa do meu pai. Estudava no Dante Alighieri de manhã e, à tarde, ia para a Riachuelo, que nem tinha ainda esse nome.

Aos 15, fazia a distribuição de camisas confeccionadas em Mossoró (RN) para 250 lojistas franqueados em São Paulo. Foi minha primeira função. Depois fui evoluindo no Departamento Comercial. É claro que os primeiros anos na empresa foram informais, pelo fato de eu ser filho do dono. A rotina era mais flexível.

Aos 17 anos, ficou claro para mim que eu tinha que ter uma experiência fora. Fiz estágio na Santista, nossa fornecedora. Fiquei nas áreas têxtil, comercial, marketing, por seis meses. Conheci todos os setores. Não tinha função específica, mas precisava conhecer tudo, a parte industrial, comercial, desenvolvimento de produto. Foi bom, tinha coisa que ainda não sabia. 

Também fui ser estagiário, logo depois, na agência de publicidade MPM. Fiquei alguns meses lá, acho que não chegou a um semestre. Entrei na Administração da Fundação Getulio Vargas, mas não concluí. Estava muito envolvido nos negócios. Disso me arrependo: não ter conseguido me dedicar tanto aos estudos.”

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