José Patriício/AE
José Patriício/AE

Coisas que eu queria saber aos 21

Por Rodrigo Pacca, de 31 anos, gerente de desenvolvimento da Ambev

Estadão.edu

20 Agosto 2011 | 16h12

"É difícil exigir que uma pessoa, aos 21 anos, saiba o que vai querer fazer para o resto da vida. Mas, por criação familiar, sempre procurei fazer alguma coisa pela qual me apaixonasse. Era o que o meu pai dizia: ‘Filho, faça algo de que você realmente goste.’

Na época, eu cursava o 4.º ano de Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, e meus amigos estavam começando a fazer estágios. Não sabia o que queria. Aos poucos, descobri o que não queria. Não tenho perfil de especialista. Não conseguiria ficar numa plataforma de petróleo por uma semana, por exemplo.

Um caminho possível seria o trabalho em consultoria. Nessa área você consegue, de fora, enxergar o problema e a solução. Mas não convive com as consequências do que sugere.

O que ajudou muito a definir minha carreira foi trabalhar na empresa júnior ligada à faculdade. Você tem que ter senso de responsabilidade, pois carrega o nome da instituição nas costas, e cria um networking bacana por causa dos projetos.

Na empresa júnior conheci pessoas com um perfil parecido com o meu. E foram algumas dessas pessoas que me falaram do trainee da Ambev. Eles diziam que era parecido com o que a gente fazia.

Na empresa júnior você tem que aproveitar os recursos disponíveis de maneira eficiente e manter o foco no que é relevante. E posso dizer que são coisas fortes aqui na Ambev: ter foco no que é relevante e aproveitar os desafios para aprender.

Vir para a Ambev passou a ser algo natural. Em 2005, estava me formando e prestei o trainee. Ao final de 10 meses, você assume uma função de primeira liderança. No meu caso, me tornei supervisor de vendas. Em 2006, ainda no Rio – vim para São Paulo só em 2010 – assumi o cargo de gerência de vendas. Daí para frente, a cada ano exerci funções diferentes, o que bateu com o que gostava: ser generalista, ter olhares diferentes. É minha característica.

Só me arrependo de não ter morado fora durante a faculdade. Adolescente, morei em Angola e na Colômbia, por causa das transferências de trabalho do meu pai.

Se pudesse dar um conselho seria: não tenha pressa para se formar. Procure complementar a educação no exterior. Vai fazer uma diferença gigante na sua vida.”

Mais conteúdo sobre:
Trainee Ambev

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.