Código Da Vinci engana estudantes ingleses

O livro é grosso, tem algumas palavras difíceis no meio e fala de história - mas isso não faz de O Código Da Vinci um livro didático. A despeito disso, alguns estudantes do ensino médio na Grã-Bretanha andaram misturando fato e ficção - e usaram o livro e o filme como base para argumentos em suas provas de arte, história, matemática e ciências.Percebendo a tendência, professores preocupados tomaram a iniciativa inusitada de, antes das provas, avisar os alunos para que não levassem o livro a sério. "A história da arte oferece uma riqueza de fontes factuais", disse Claire Ellis, porta-voz da Aliança para Qualificação e Avaliação, companhia que aplica provas anuais a estudantes. "Código Da Vinci não é uma delas".A Aliança tem um compromisso de manter os detalhes das provas em segredo, e se recusa a mencionar o número de alunos que citou Dan Brown como a fonte de seus "conhecimentos". Mas fica no ar a sugestão de que o problema foi generalizado. Uma pista aparece logo na página 9 do relatório sobre a prova de 2005, onde se afirma que "infelizmente, certos candidatos acharam que O Código Da Vinci seria relevante".Alguns estudantes ficaram tão envolvidos na trama de Brown que primeiranistas de história da arte simplesmente citaram o livro quando a prova pedia uma descrição da Renascença.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 17h44

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