'Cobrança da direção é igual', diz professor de campeã do Enem

Ruim Bloem, onde Adriano Marangoni leciona, foi a escola pública mais bem classificada no exame do MEC

Carlos Orsi, estadao.com.br,

22 de abril de 2008 | 00h02

O professor de História Adriano Marangoni, da Escola Estadual Rui Bloem, acredita que a direção da escola onde leciona não impõe as regras contra a falta de professores de um modo mais rígido que o restante da rede. "Os professores têm o mesmo limite de faltas", disse ele. A Rui Bloem ganhou destaque na imprensa por ser a escola pública mais bem classificada, em São Paulo, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).    Escola pública que se sai bem no Enem aprova mais na USP   Um cruzamento de informações feito pela reportagem de O Estado de S. Paulo mostrou que as escolas pior classificadas na avaliação da secretaria estadual de Educação, o Sistema de Avaliação do rendimento Escolar (Saresp), são também as que têm mais faltas de professores. No Saresp, uma avaliação que compreende apenas as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa, a Rui Bloem teve desempenho acima da média estadual, mas não chegou ao topo do ranking.   Marangoni acredita que, mais do que a imposição de disciplina aos professores, o sucesso da escola depende principalmente da afinação da equipe docente.   "É preciso ter uma equipe certa, que tenha uma boa disposição", diz. "Já ouvi falar que, por conta dessa disposição dos professores, dessa cobrança, os alunos que não conseguem corresponder acabam se afastando", disse, com a ressalva de que essa é uma "situação limite" e de que a escola se esforça para garantir a inclusão de todos. "Tem uma questão social, não só pedagógica", afirma. "Às vezes (o esforço de inclusão) não funciona por 'n' fatores".

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