Classes dominantes não priorizam educação, diz ministro

O ministro da educação, Fernando Haddad, disse há pouco que a educação ainda não entrou na agenda prioritária das classes dominantes do País. Isso, segundo ele, se reflete nas ações de governo. Hadad lembrou que isso acontece apesar de a educação ser considerada como um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento de um País. Ele defendeu que os investimentos em educação somem 6% do PIB, o equivalente ao porcentual aplicado por países como o Japão e a Coréia nos anos 50, que investiram pesado em educação e hoje estão colhendo os frutos desse trabalho com desenvolvimento econômico. Em palestra no Fórum Nacional, Haddad lembrou que a expectativa do governo Lula é chegar até o final do mandato com investimentos na casa dos 4,6% do PIB, o que seria um aumento de cerca de 0,5 ponto porcentual em relação ao início do governo. Esse incremento significa uma verba adicional de R$ 10 bilhões para o setor. "Para um mandato esse é um avanço bastante razoável", disse. O ministro criticou o fato de a educação ter entrado apenas "lateralmente" na pauta do fórum. Haddad só foi convidado a participar do debate porque a ministra-chefe da casa civil, Dilma Roussef, não pode participar do evento. Entretanto, ele defendeu uma correlação entre a educação e o desenvolvimento econômico.

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