Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Cid promete implantar reforma do ensino médio em 2 anos

Novo ministro da Educação destaca compromisso com mudança curricular, uma das principais bandeiras da campanha de Dilma

Rafael Moraes Moura e Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2015 | 18h13

Brasília - O novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), prometeu nesta sexta-feira, 2, implantar a reforma do ensino médio em um prazo de dois anos. O compromisso foi uma das principais bandeiras da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, que anunciou nesta quinta, 1º, como o slogan do novo governo, a frase "Brasil, pátria educadora".

"Esse é um processo que demandará muito diálogo, porque os sistemas (de educação) no Brasil são autônomos. Queremos abrir um processo de discussão para examinar alternativas de aprofundamento por áreas e currículos que tenham identificação com as realidades regionais. Esse processo não se fará do dia pra noite, imagino que começando agora, a gente possa pensar no prazo de dois anos ter a sua implantação", disse Cid a jornalistas, logo após participar da cerimônia de transmissão de cargo. O ex-governador do Ceará assumiu o ministério no lugar de Henrique Paim

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013 apontou estagnação no ensino médio - a nota permaneceu em 3,7. Na rede privada, houve queda na nota: de 5,7 para 5,4, quando o índice de 2013 é comparado ao de 2011.

Durante a campanha eleitoral, o MEC foi acusado de retardar a divulgação do Ideb por conta do período eleitoral. Na época, o então ministro da Educação, Henrique Paim, disse que o índice colocava "em xeque" a gestão de Estados e municípios na área.

Resolução. A reforma curricular do ensino médio está prevista em resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em maio de 2011. Desde 2009, o Ministério da Educação (MEC) conta com o programa Ensino Médio Inovador, que apoia o desenvolvimento de mudanças curriculares.

"Isso (a reforma no ensino médio) não é uma coisa que eu possa dizer como será, isso tem de ser antecedido por um grande processo de discussão. Cada um tem opiniões e eu particularmente penso que é importante que a gente já no ensino médio vá oferecendo a possibilidade de aprofundamento em áreas onde ele (estudante) tenha mais identificação, mais afinidade", observou Cid.

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