China quer espalhar o idioma mandarim pelo mundo

Cerca de 40 milhões de pessoas estudam chinês mandarim fora da China, mas em quatro anos o número deve chegar a 100 milhões, segundo um relatório do Ministério da Educação chinês, que anuncia ações para promover o ensino da língua em países como o Brasil.O relatório é otimista sobre o futuro do mandarim, um idioma que, apesar da fama de difícil, pode "entrar na moda" graças a eventos como os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e a Exposição Universal de Xangai, em 2010.O mandarim é o idioma mais falado do mundo, com mais de 1 bilhão de falantes. A maioria o usa como língua materna, na China, Taiwan, Hong Kong, Macau e Cingapura. Como segunda língua, sua posição não é tão alta. Perde de longe para o inglês, o francês, o alemão e o espanhol.Institutos ConfúcioPara divulgar o idioma, a China prepara a inauguração de Institutos Confúcio no mundo todo, nos moldes das redes Cervantes (para o espanhol), British Council (inglês), Pushkin (russo) e Goethe (alemão), entre outras.Nos próximos anos serão inaugurados Institutos Confúcio no Brasil, México, Argentina, Chile, Peru e Espanha, entre outros países. O relatório do Ministério da Educação destaca o aumento da quantidade mas lado critica a piora da qualidade do chinês mandarim. Um grande número de caracteres chineses vem caindo em desuso, enquanto o uso da internet favorece as abreviaturas, os anglicismos e as frases curtas.Hoje, é cada vez mais comum escrever "88" para se despedir. O número, lido em mandarim ("baba") soa parecido com o "bye bye" inglês.

Agencia Estado,

26 de maio de 2006 | 05h00

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