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Chega a 11 o número de escolas ocupadas no Rio

Reivindicações incluem mudanças no currículo e o fim do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro

Alfredo Mergulhão, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2016 | 19h05

RIO - O número de escolas da rede estadual de ensino ocupadas no Rio de Janeiro chegou nesta quinta-feira, 7, a 11. A última unidade tomada pelos estudantes foi o Colégio Estadual Stuart Edgar Angel Jones, localizado no bairro de Senador Camará, na zona oeste da capital fluminense.

Além do município do Rio, há escolas ocupadas nas cidades de Maricá, Mendes, Macaé, Saquarema e Duque de Caxias. Na quarta, o movimento estudantil ocupou duas unidades de ensino: o Colégio Estadual Professor Clovis Monteiro, em Manguinhos, na zona norte carioca, e o Colégio Estadual Irineu Marinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Cada escola tem demandas específicas para a Secretaria Estadual de Educação. Há também uma pauta de reivindicações unificadas, que pede mudanças no currículo escolar e o fim do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), realizado anualmente. Eles também reclamam de cortes de verbas para a educação, da superlotação das salas de aula e da falta de professores.

“Não temos intenção de desocupar as escolas por enquanto, pois nossas reivindicações não foram atendidas”, disse Michel Policeno, de 17 anos, estudante do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, a primeira escola a ser ocupada no Rio, na Ilha do Governador, zona norte.

Uma comissão de alunos participou de reunião com o secretário estadual de Educação, Antônio Vieira Neto, no dia 29 de março. Na ocasião, apenas duas escolas estavam ocupadas. O encontro terminou sem um desfecho. “Estou aberto ao diálogo, mas este é um movimento sem rosto, pois hoje não tenho interlocutor. Desde a reunião eles não me procuraram mais", afirmou nesta quinta o secretário.

A secretaria já entrou com pedido de reintegração de posse das escolas ocupadas, mas o governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), disse na semana passada que, enquanto estiver à frente da administração estadual, nenhum policial entrará nas unidades de ensino.

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