Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Chalita toma posse na Secretaria Municipal de Educação de SP

Substituição em pasta faz parte de arranjo político entre o PT e o PMDB, que já estão de olho nas eleições do ano que vem

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2015 | 13h30

Atualizada às 23h53

SÃO PAULO - Escolhido secretário municipal da Educação após acordo partidário, o educador Gabriel Chalita (PMDB) tomou posse nesta quinta-feira, 15, em solenidade com a presença de políticos, religiosos e educadores. O prefeito Fernando Haddad (PT) e Chalita disseram que ainda não é momento para falar em eleições. 

Chalita disse que vai trabalhar para “aprofundar” o relacionamento com a rede - em dois anos, houve duas grandes greves de professores. Também prometeu priorizar a criação de vagas em creche. 

No discurso de posse, Chalita começou citando o educador Paulo Freire e agradeceu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) por ter dado a oportunidade de torná-lo secretário de Educação (de 2003 a 2006). Criticou, no entanto, o fato de suas políticas terem sido descontinuadas pelo governo. "Apaixonados, isso é o que somos", finalizou.
Ele substituiu César Callegari em arranjo político desenhado de olho nas eleições. A solenidade contou com a presença de político e até do novo secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes. O presidente do Tribunal de Justiça, José Renato Nalini, compôs a mesa. O cardeal d. Odilo Scherer estava na primeira fileira.

Haddad fez questão de ressaltar que tem uma relação antiga com Chalita. “Sempre estivemos juntos. Temos amizade pessoal”, disse. “Nem sempre a mudança se dá a partir dessa ótica (de que Chalita realize algo que Callegari não fez). Houve uma aproximação mais recente”, completou Haddad, que confirmou que o ex-presidente Lula participou da articulação.

Chalita disse que a possível dobradinha com Haddad na eleição é “discussão para o ano que vem”. “Depende de uma série de fatores”, disse. “A gente não discutiu isso.” 

O novo secretário agradeceu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) por torná-lo secretário de Educação (de 2003 a 2006), mas criticou a descontinuidade de seus projetos. Na gestão de José Serra (PSDB), entre 2007 e 2010, o número de escolas de tempo integral implementadas por Chalita caiu 40% - segundo fontes, por problemas de infraestrutura e projeto. “Quando você coloca a política partidária acima da bandeira educacional, quem perde é a criança.”

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