Cervejarias vetam patrocínio a open bar universitário

Grupo formado por Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e Heineken Brasil lançam campanha contra uso abusivo do álcool

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2016 | 15h18

SÃO PAULO - Um grupo de cervejarias decidiu interromper o patrocínio a festas universitárias "open bar" em todo o País. A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (Cerv Brasil), que representa a Ambev, a Brasil Kirin, o Grupo Petrópolis e a Heineken Brasil, deu início a uma campanha nacional para que os distribuidores não participem desse tipo de evento.

"Na nossa visão, isso acaba estimulando o consumo abusivo, nocivo, que o setor não quer de seus consumidores", disse o diretor-executivo da Cerv Brasil, Paulo Petroni.A associação também promoverá ações em diversos municípios para conscientizar distribuidores sobre o combate ao consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes.

"A partir de agora, festas com esta característica não receberão apoio ou patrocínio por meio de fornecimento de material promocional – o que inclui mesas, cadeira, coletes, guarda-sol, etc – nem mesmo poderão exibir marcas de cervejas em seu material de promoção, o que inclui flyer, convite, site e publicidade interna e externa", diz o grupo, em nota.

Episódios. A realização de festas com consumo de bebida alcoólicas já foi vetada pela Universidade de Sâo Paulo (USP) no ano passado. Os eventos já estavam suspensos desde 2014, após a morte do estudante Victor Hugo Santos, que teve o corpo enconrado ao lado da raia olímpica da universidade. Na Faculdade de Medicina da USP, os eventos também chegaram a ser vetados após alunas denunciarem terem sido estupradas em festas em 2011 e 2013. 

Em outro episódio, em março de 2015, um estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Sâo Paulo (Unesp) morreu de coma alcoólico  após participar de uma f esta universitária em Bauru, no centro-oeste paulista. 

Os eventos já estavam suspensos desde 2014, após a morte do estudante Victor Hugo Santos, que teve o corpo enconrado ao lado da raia olímpica da universidade. Na Faculdade de Medicina da USP, os eventos também chegaram a ser vetados após alunas denunciarem terem sido estupradas em festas em 2011 e 2013. 

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