Cem mil chilenos saem às ruas de Santiago para protestar

Houve enfrentamentos entre manifestantes e polícia; Paraguai também registrou protestos nesta 3ª

Ansa

09 Agosto 2011 | 16h41

Cerca de 100 mil chilenos saíram nesta terça-feira às ruas de Santiago para marchar em defesa de uma educação pública. De acordo com a agência Ansa, foram registrados focos de enfrentamentos entre manifestantes encapuzados e policiais.

  

O ato foi autorizado pelo governo e teve início às 10h19 (11h19 no horário de Brasília) na Universidade do Chile. Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papéis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes. 

   

A polícia militar interveio e lançou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo, que também foi repreendido pelos participantes da marcha central.

  

Segundo o prefeito de Santiago, o grupo de jovens que teria causado os incidentes seriam cerca de apenas 200, frente às cerca de "60 mil" pessoas que participam do ato estudantil, segundo calculam as autoridades.

  

PROTESTO NO PARAGUAI

Nesta terça-feira, o Paraguai também testemunhou protestos em defesa da educação com uma marcha em Assunção que reuniu milhares de professores reivindicando melhores salários e mais recursos do Ministério da Educação para investimento em infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais.

  

A manifestação foi convocada para as vésperas da aprovação do orçamento de 2012 pelo governo.

  

Atualmente, os docentes paraguaios nem recebem o salário mínimo vigente para os trabalhadores do setor privado, que é de pouco mais de US$ 340 por turno. A maior parte dos professores trabalha em dois turnos para complementar a renda. 

  

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