Cardeal deve justificar opção pela nova reitora da PUC-SP, defende comissão eleitoral

D. Odilo Scherer escolheu a candidata menos votada da lista tríplice

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

14 Novembro 2012 | 02h58

Para o presidente da comissão eleitoral para a escolha do reitor da PUC-SP, professor Marcio Camarosano, o cardeal d. Odilo Scherer deve justificar à comunidade acadêmica por que escolheu a professora Anna Cintra. Ela ficou em terceiro lugar na consulta feita a alunos, professores e funcionários, em agosto.

 

“A universidade escolheu sua preferência na votação, mas sabemos que o cardeal não está obrigado a nomear o primeiro colocado. Só resta saber como a comunidade vai aceitar a decisão da Igreja”, diz ele, que é professor de Direito da universidade. “Apesar da prerrogativa, houve uma inobservância da tradição.”

 

O Estado tentou falar com o candidato mais votato e atual reitor, professor Dirceu de Mello, mas ele não foi encontrado. Questionada, a Assessoria de Imprensa da PUC-SP informou que ele não iria se manifestar neste momento.

 

O professor Dirceu de Mello tentava a reeleição. Ele também é professor do curso de Direito. O outro candidato, professor Francisco Serralvo, ficou em segundo lugar.

 

Eleição

 

A eleição na PUC foi marcada por denúncia de fraude. Na época, a professora Anna Cintra, agora nomeada reitora, exigiu a impugnação do certame por conta de problemas com 340 cédulas de votação. Mas os votos chegaram a ser recontados e o resultado não foi alterado.

 

A escolha para a reitoria da PUC prevê votos de alunos, funcionários e professores. Os votos são ponderados para que cada grupo tenha o mesmo peso na escolha de quem vai comandar a universidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.