Capes tem R$ 68 milhões anuais para pós de qualidade

Um projeto inédito no Brasil, lançado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) nesta sexta-feira, vai destinar R$ 68 milhões por ano aos melhores programas de mestrado e doutorado no País, sem a intermadiação de reitores e da burocracia das universidades.O chamado Programa de Excelência Acadêmica (Proex), já selecionou 149 cursos de 36 universidades públicas e particulares, que tiveram notas 6 e 7 (consideradas as melhores em nível de excelência) na última avaliação da Capes, em 2001. Coordenadores de projetos e pesquisadores receberão o dinheiro diretamente para investir em desenvolvimento de pesquisas, infra-estrutura e bolsa dos alunos. A instituição que mais receberá verbas será a Universidade de São Paulo (USP), contemplada com cerca de R$ 13 milhões. Em seguida, vêm a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Autonomia?Os professores terão recurso próprio para comprar equipamentos, trazer professores do exterior e remodelar salas, por exemplo. Com esse projeto, buscamos premiar o que há de melhor na formação de recursos humanos no Brasil. Estamos dando autonomia?, disse o presidente da Capes, Jorge Guimarães.Ele lançou o projeto para a comunidade acadêmica de vários Estados, na sede do Ministério da Educação do Rio. Os programas beneficiados abrangem as áreas das ciências exatas, biomédicas e sociais.Os programas de mestrado e doutorado que obtiveram conceito 3, 4 e 5 estão fora do projeto mas, caso obtenham o nível de excelência exigido, podem ser incluídos. Para se manter no Proex, cada instituição será avaliada e deverá elaborar um plano de metas, como forma de justificar à Capes a utilização da verba recebida.PolêmicaO lançamento do Proex foi antecipado no final de abril pelo Portal Estadão e a idéia gerou alguma polêmica no meio acadêmico, segundo Guimarães. Os reitores das universidades costumam concentrar em suas mãos todos os recursos hoje destinados aos programas de pós-graduação.?A comunidade está dividida porque o dinheiro ia para os reitores e agora vai direto para os coordenadores dos programas de mestrado e doutorado?, disse o presidente da Capes.Apesar da polêmica, ele acredita que a adesão dos 149 cursos selecionados seja de 80%. ?Quem não aderir vai ser por medo ou confusão interna.?

Agencia Estado,

07 de maio de 2004 | 19h15

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