Capes cobra solução para pós internacional irregular

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) defende a adoção imediata de medidas para combater a proliferação de cursos internacionais de mestrado e doutorado no País, todos irregulares. Montados a partir de convênios entre instituições brasileiras e estrangeiras, esses cursos não exigem a presença do aluno e cobram mensalidades de até R$ 500,00, por um título que não é reconhecido no Brasil."É preciso ações enérgicas tanto do Ministério da Educação quanto do Ministério Público. Afinal, é um problema que envolve também uma relação enganosa com o consumidor", diz o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro.Menos de 5 aprovadosO problema começou na década passada e ganhou impulso há cerca de três anos. Em 2001, o Conselho Nacional de Educação publicou uma resolução para tentar resolver o problema dos alunos que já haviam se inscrito em tais programas.A idéia era reavaliar as teses. Se fossem de boa qualidade, os títulos seriam aceitos no País. Dos cerca de 1.200 já analisados, menos de cinco foram aprovados."O pior é que o problema persiste e os cursos continuam atraindo novos estudantes", disse Janine Ribeiro. Hoje, tais instituições citam, por exemplo, o Tratado da Amizade, Cooperação e Consulta com Portugal ou até mesmo o Mercosul, garantindo que os cursos têm validade nos dois países.

Agencia Estado,

20 de maio de 2004 | 12h45

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