Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Candidatos avaliam parte de Exatas como a mais difícil na Fuvest

Participantes ouvidos pelo 'Estado' tiveram mais facilidade com as questões de Humanas; nível da prova foi considerado semelhante ao do Enem deste ano

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2018 | 18h45

SÃO PAULO - Os primeiros candidatos que terminaram a prova da Fuvest neste domingo, 25, avaliaram que a seleção teve certo grau de dificuldade. Dentre as questões, as de Exatas foram consideradas as mais complicadas, especialmente a parte de Física.  Eles puderam deixar os locais de prova a partir das 17 horas. A seleção é a principal forma de acesso à Universidade de São Paulo (USP).

O estudante Gustavo Guimarães, de 18 anos, fez a prova para se transferir do curso de Física, que já faz na USP, para o de Ciência da Computação. "Eu gostei da prova e achei que seria mais complicada. Gosto do formato da Fuvest", conta. Ao ser questionado qual disciplina tinha sido mais difícil, respondeu sem pausas para pensar: "a prova de Física".

A estudante Jussara Pereira dos Santos, de 18 anos, concorre a uma vaga em Medicina e considerou a prova fácil. "É a primeira vez que faço e achei que era assustador, mas achei que foi tranquilo", comenta. Ela também fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e considerou que as provas tinham o mesmo nível de complexidade.

Tentando pela primeira vez a Fuvest, a biomédica Vanessa Silveira, de 24 anos, teve como aliada a experiência de já ter feito uma graduação, mas sentiu dificuldade ao fazer a prova. "Fácil, não estava. Mas não estava impossível, já tive uma base do que caiu", comenta. Ela pretende cursar Medicina.

A estudante Isabella Sozza, que quer fazer Letras, elogiou a parte de Humanas da prova. "A de Literatura estava fácil e teve pontos positivos nas outras também. A prova de Química, por exemplo, abordou química orgânica, e isso foi bom. Achei que seria mais difícil", explica. Ela também fez o Enem e achou que o exame foi mais difícil do que a prova da Fuvest. "No Enem, tinha muita coisa que a gente não estudou no Ensino Médio", avalia.

Já a estudante Fernanda Silveira, de 21 anos, encontrou dificuldade para resolver as questões. "Estava bem complicada e achei tudo muito difícil", afirma. Ela tenta uma vaga em Direito e teve a ajuda da mãe para fazer a prova sem deixar de amamentar a filha Manuela, de 3 meses. "Minha mãe ficou com ela do lado de fora e eu saí quando ela quis mamar, mas ela dormiu quase o tempo inteiro."

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