Candidatos a reitor da USP querem gestão mais democrática

Em debate do Grupo Estado, oito reitoráveis concordam com necessidade de dialogar com a sociedade

06 Outubro 2009 | 19h17

Foto: Valéria Gonçalvez/AE

 

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) precisa de uma gestão mais democrática e menos burocrática, com maior representatividade de seu conjunto de professores, funcionários e estudantes, capaz de dialogar com a sociedade na qual está inserida, aumentando sua participação e influência na formulação de políticas públicas e desenvolvimento científico, tecnológico e social. Este foi o consenso entre os oito candidatos à sucessão da atual reitora Suely Vilela no debate promovido na manhã desta terça-feira, 6, no auditório do Grupo Estado.

 

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A modernização da universidade, criada em 1934, apareceu nas propostas para a reitoria de todos os candidatos, seja na gestão administrativa, no processo de escolha do reitor, na organização interdisciplinar da graduação, nas parcerias com instituições de fomento à pesquisa, no modelo de carreira docente e nos processos de comunicação interna e externa. "Para haver uma decisão mais democrática na universidade, é preciso levar engajamento. Devemos trazer grandes temáticas nacionais que possam permear as discussões", defendeu Armando Corbani Ferraz.

 

Diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas aprofundou o debate sobre democracia, apontando para uma descentralização da tomada de decisões como maneira de enfrentar a burocracia. "É importante que regras básicas sejam fixadas para que as unidades tenham liberdade maior para procurar seu caminho dentro do selo da USP", afirmou. Neste processo, Rodas enfatizou o papel do diálogo. "É importante que a USP passe a olhar para fora, no sentido do diálogo externo, com os meios políticos federais, estaduais e municipais, e a iniciativa privada."

 

Para que um maior diálogo com a sociedade seja possível, é necessário uma reestruturação da instituição, ainda bastante tradicional em seus canais de comunicação, apontou Wanderley Messias da Costa, responsável pela Coordenadoria de Comunicação Social. "É preciso que próximo reitor compreenda que os conflitos são inerentes à própria universidade, para os valores da democracia e da cidadania", disse. "Gostaria que a universidade estivesse melhor estruturada para dialogar com a sociedade."

 

A análise é semelhante à feita pelo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, Rui Alberto Corrêa Altafim. "Temos projeto de gestão da comunicação. Precisamos trabalhar esses canais para revitalizar nosso diálogo com a sociedade, com governos e empresas. A USP tem papel fundamental no desenvolvimento da nossa nação e o reitor deve ser como grande coordenador", afirmou.

 

Para a diretora da Faculdade de Educação, Sonia Penin, a universidade precisa olhar para sua história para vislumbrar um futuro mais aberto para a sociedade; "A USP vai conseguir mais excelência quando caminhar no que ela tem como missão, que é criar conhecimento novo, falar com a sociedade, discutir políticas públicas e pensar políticas sustentáveis."

 

Glaucius Oliva, diretor do Instituto de Física de São Carlos, há uma distância muito grande entre quem está na ponta, pesquisando em laboratórios, dando aulas e orientando estudantes, e quem está na direção, dentro da reitoria. "É preciso um compromisso com docentes e funcionários de que a reitoria estará a serviço de quem faz a USP. Hoje há um fosso que separa quem está na ponta de quem está na administração."

 

A maneira para conseguir quebrar as distâncias e a estrutura organizacional que alimenta elas, para Francisco Miraglia, professor titular do Instituto de Matemática e Estatística, é por meio de uma novo estatuto. Miraglia defende a criação de uma estatuinte. "O estatuto da USP foi imposto pela ditadura. É anacrônico e profundamente antidemocrático."

 

 

Por fim, Sylvio Sawaya, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), lembrou que a USP fez parte do projeto de modernização do País, no início do século 20, e que precisa agora retomar sua vocação de vanguarda. "A USP quer ser mais democrática, mais aberta, rever seus estatutos e sua estrutura anacrônica de gestão."

 

O debate foi dividido em três blocos e teve duração aproximada de três horas. A ordem de participação dos candidatos aconteceu por meio de um sorteio. No primeiro bloco, cada candidato falou sobre como seria a USP que eles entregariam à sociedade em 2013, caso vencessem a eleição. Na segunda parte da discussão, cada um respondeu uma pergunta específica sobre um tema sorteado, como a posição sobre a presença da Polícia Militar no câmpus, a avaliação da gestão da reitora Suely Vilela, os programas de inclusão e a distribuição do orçamento da universidade. O terceiro bloco foi dedicado a responder perguntas da plateia dos internautas. Por fim, cada candidato teve um minuto para fazer suas considerações finais. O debate foi transmitido ao vivo pela Rádio Eldorado e pela TV Estadão, disponível no site estadao.com.br.

 

As eleições na USP acontecem de maneira indireta, em dois turnos. No primeiro turno, marcado para o dia 20 deste mês, votam os membros do conselho universitário, dos conselhos centrais e das congregações das unidades. Cada eleitor tem direito a um voto secreto, contendo, no máximo, três nomes de professores titulares.

 

No fim desta etapa é divulgada uma lista com os oito nomes mais votados. No segundo turno, previsto para acontecer no dia 10 de novembro, votam apenas membros do conselho universitário e dos conselhos centrais. Da lista com os oito nomes do primeiro turno, saem os três candidatos mais votados. A lista tríplice é enviada ao governador José Serra (PSDB).

 

 Armando Corbani Ferraz

 

Coube ao pró-reitor de Pós-Graduação discorrer sobre como gerenciar a distribuição do orçamento da universidade, que recebe anualmente uma parte do ICMS recolhido pelo Estado, e tem 84% dos recursos comprometidos com a folha de pagamento, sendo 23% destes para os aposentados. "Atualmente, temos R$ 120 milhões por ano para investimento e cerca de R$ 500 milhões por ano são incorporados pelos órgãos de fomento para desenvolver pesquisa. Todo recurso que puder ser repassado para a universidade será importante", disse.

 

"Um dos grandes fundamentos é trabalhar com o Cruesp (conselho de reitores das três universidades paulistas) para que na Constituição do Estado tenhamos recursos mínimos, a exemplo do que acontece com recursos da Fapesp", defendeu. "A USP foi e é o grande projeto do Estado e um dos que mais resultados tem demonstrado. Gostaria que essa universidade pudesse ter mais recurso." Ferraz, no entanto, defendeu que, sem ampliar a base de recursos para todo o ensino básico, não é possível discutir mais verbas para as universidades.

 

O professor respondeu também sobre o que faria em relação às disparidades encontradas nas unidades na relação de números de professores para alunos. "Deve ser condicionado um plano para ter um equilíbrio entre tamanho das turmas em todos os cursos da universidade. Será que estamos atendendo uma demanda em todos os cursos? Não é possível certos cursos que ao longo do tempo diminuíram suas turmas e mantiveram seus professores. Eles tem de fazer um novo balanço."

 

Em suas considerações finais, o pró-reitor de Graduação destacou duas palavras como fundamentais para seu projeto de universidade: interdisciplinaridade e sustentabilidade. "Elas deveriam permear toda a nossa graduação, pós-graduação e pesquisa. Precisamos ter mais um sentido de unidade na universidade."

 

 João Grandino Rodas

 

O diretor da Faculdade de Direito defendeu um equilíbrio mais exato entre reitorias e pró-reitorias acompanhando um processo de descentralização e desburocratização. "Numa universidade tão grande em que as escolas são diferentes sob vários aspectos é importante dar a todos os 5.700 professores e as 40 unidades possibilidade que elas mesmas possam desenvolver seus projetos."

 

O professor foi questionado sobre a presença da Polícia Militar no câmpus, chamada pela reitoria após piquetes realizados durante a greve do primeiro semestre por funcionários e alunos que bloquearam a reitoria e outros prédios da USP. Policiais e estudantes entraram em confronto dentro da Cidade Universitária, com tiros de bala de borracha e bombas de gás. Em um dos protestos na ocasião, quando manifestantes promoveram uma passeata até o Largo São Francisco, Rodas determinou o fechamento da faculdade, para evitar a entrada dos manifestantes e possíveis depredações aos edifício, numa medida que provocou polêmica na ocasião.

 

"Reconheço que a greve é um direito do trabalhador e aquele que deve ser exercido no momento em que os demais não mais existem. Não é algo para ser colocado de lado. O que verificamos na USP é uma repetição de greves anuais. Algumas começam antes mesmo que o Cruesp tenha tido oportunidade de se pronunciar sobre a questão", disse.

 

"Hoje olhamos a universidade e vemos cada um dos dois lados usando a violência e a força. Quem promove a greve usa a violência e a força. Dirigentes mais recentemente também usam a violência e a força e explicam que ela é necessária para se contrapor. Ambos estão errados. Universidade não é lugar para usar violência e força. Isso vem há 20 anos e não pode continuar", defendeu.

 

Para Rodas, a saída para quebrar esse círculo vicioso está num recurso usado no direito internacional. "A saída está num diálogo, diálogo em última análise é negociação, e dissolução de litígios."

 

Para finalizar sua participação, o diretor da Faculdade de Direito ponderou que uma eleição é uma escolha de projetos, mais do que pessoas. "Este é o momento de a universidade resolver seus grandes problemas. Podemos optar por resolver as grandes questões e recolocar a USP no lugar onde ela já nasceu ou podemos pensar pura e simplesmente em rearranjar aspectos menores. Essa segunda visão não é suficiente, por isso é necessário uma melhor graduação, uma melhor excelência. Para isso é necessário ter meios e são esses pressupostos que um reitor deve buscar."

 

 Wanderley Messias da Costa

 

Responsável pela Coordenadoria de Comunicação Social da USP, a instituição deve tornar mais contemporânea, "diminuindo a distância entre a excelência que goza no cenário nacional e internacional por sua pesquisa e extensão e aquilo que ela ostenta em sua administração e gestão". Além das questões internas, Costa defende que a USP assuma maior liderança entre as instituições da América Latina. "Devemos fazer com que a liderança que temos no plano político, enquanto nação, também tenhamos como liderança acadêmica, científica e cultural."

 

Wanderley Messias respondeu sobre como avaliava a gestão de Suely Vilela, para ele com mais pontos negativos do que positivos. "Entre os positivos, está o fato de a universidade ter continuado ciclo virtuoso de crescimento e expansão, que vem da gestão anterior e que de fato conseguiu dar mais vigor à presença física da universidade, seja na capital, com famoso projeto da USP Leste, ou nos câmpus do interior."

 

Outro ponto positivo da atual reitoria, para ele foi o Inclusp, programa de inclusão que dá pontos extras para estudantes da rede pública. "Acho que USP conseguiu caminho adequado sem incorrer em propostas que, do meu ponto de vista, não são adequadas para a universidade", afirmou. Os pontos negativos para ele estão, principalmente, na manutenção de um modelo antigo de gestão. "Essa administração não cumpriu o choque de gestão prometido. Não fizemos a modernização, não conseguimos a descentralização. Não temos boas conquistas na graduação que apresenta deficiências que precisam ser corrigidas". Além disso, Costa destaca como negativo os episódios de violência. "A tensão aumenta nos últimos anos, inclusive porque a política tradicional está em crise e isso se reflete na universidade. Não estamos preparados para lidar com isso. Estamos preparando para teorizar sobre isso, mas não para praticar internamente. Essa gestão agravou as tensões internas."

 

 Rui Alberto Altafim

 

Um projeto de gestão administrativa, com repercussão na gestão acadêmica focada nos professores, no ensino e na pesquisa. Este foi o eixo da proposta apresentada pelo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária. "USP tem papel fundamental no desenvolvimento da nossa nação. Visualizo a dimensão desse esforço da universidade junto a comunidade. Muitas vezes não temos mecanismos de reforçar essas atividades. A nossa gestão será uma gestão de participação onde não só internamente, mas externamente vamos buscar juntos essa excelência", disse.

 

Altafim defendeu a oferta de um curso de graduação a distância e explicou que não se coloca contra a Univesp, projeto do governo do Estado de ensino virtual voltado para formação de professores. "Desde 2003 temos legislação para ensino a distância na extensão. Somos plenamente favoráveis a esse uso. Para o curso de graduação em Ciências, nós tivemos aprovação no Conselho Universitário e estamos trabalhando para que convênio com Estado se realize", disse. No entanto, defendeu mudanças no projeto. "A Univesp precisa ser redesenhada. Tem de ser universidade virtual completa onde a USP é um partícipe desse universo, junto com Unicamp e Unesp."

 

Por fim, o pró-reitor de Cultura e Extensão voltou a defender mais canais de comunicação com a sociedade, justamente para que a instituição reafirme sua participação com governos, empresas e outras entidades. "Isso é importantíssimo. Temos de trabalhar com planos estratégicos, em várias áreas de atuação. E a imprensa precisa conhecer a universidade."

 

 Sonia Penin

 

Diretora da Faculdade de Educação, Sonia Penin destacou a importância de a USP responder às demandas de um País que está enriquecendo, mas que ainda têm carências educacionais enormes. "Há um problema educacional incrível da escola infantil a pós-graduação. A USP pode ter atuação muito forte não apenas fazendo políticas públicas, mas dando exemplo de como isso pode acontecer neste País. Este é o compromisso da USP", disse.

 

No sorteio do debate, coube à professora expor seu ponto de vista sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que a USP utiliza como pequena parte da nota de seu vestibular. "O Enem avalia o ensino médio, ele não foi feito para avaliar aluno, ele foi feito para avaliar instituição por meio do resultado de aprendizagem que os alunos têm. Ele dá uma ideia geral e, para alguma medida, pode ser usado dependendo da relação candidato/vaga que os cursos e as instituições têm".

 

A professora também fez uma ponderação sobre as fundações de apoio que funcionam dentro da USP e que provocam bastante discussão na universidade. Segundo ela, as fundações têm representado uma forma de a universidade fazer a extensão, "justamente levar a outros espaços que não os cursos de graduação ou pós a pesquisa feita na universidade".

 

 Glaucius Oliva

 

O diretor do Instituto de Física de São Carlos destacou que a legitimidade de uma instituição no mundo de hoje se mede pela sua inserção na comunidade que a sustenta, defendendo que o modelo de produção de conhecimento do século 20, descontextualizado das demandas e necessidades da sociedade, precisa ser revisto. "A mudança passa por um ajuste de foco nas atividades de pesquisa e por uma melhor comunicação com a sociedade", afirmou.

 

"A fronteira do conhecimento envolve não mais abordagem disciplinar, e a divisão dos conhecimentos em áreas estanque. Isso tudo passa também por um desafio novo que é incorporar o tema da sustentabilidade, não podemos nos desligar dessa questão de liderança na sociedade", defendeu.

 

O físico, que fez parte da elaboração do Inclusp, justificou o projeto de inclusão afirmando que ele vem da necessidade de a instituição produzir os melhores formandos para a sociedade. "Para entregar o melhor egresso, nós vemos com desafio de identificar os melhores talentos. E eles não se encontram em uma classe específica da sociedade. Os talentos encontram-se em todas as classes sociais e todas as escolas", afirmou. Os 3% de pontuação extra para quem estudou em escola pública, para Oliva, foi a melhor maneira encontrada pela instituição, segundo ele, que descartou a adoção de cotas raciais na USP. "Há clara compreensão que nasce do conhecimento genômico que cor da pele, no Brasil, não tem correlação com nossa herança genética."

 

 Francisco Miraglia

 

A principal proposta do professor titular do Instituto de Matemática e Estatística e ex-presidente do sindicato dos professores, a Adusp, é a criação de um novo estatuto para a universidade, elaborado por meio de uma estatuinte. "Nossa proposta é a construção de uma estatuinte para criar o novo estatuto ". Para ele, "este processo será de humanização do tecido social, mudando as relações entre professores, alunos e funcionários, fazendo com que este diálogo se mantenha e cresça".

 

Miraglia afirma que a universidade deve estar inserida nas discussões de políticas públicas nas áreas de saúde, transporte, educação e reforma tributária. "Precisamos discutir que o tributo que sustenta a USP é indireto e não distributivo. Paga mais imposto quem tem renda menor" afirma. Outra de suas bandeiras é a permanência estudantil. "É preciso dar aos estudantes os meios para exercer a gratuidade do ensino."

 

O professor defende a posição do atual Conselho Universitário de não participar do Enade, a avaliação do ensino superior realizada pelo Ministério da Educação (MEC). " O trabalho intelectual tem características fundamentais e acho difícil medir isso. Um exame adequado em uma região não seria em outra." Miraglia discutiu também a necessidade de mudanças na carreira docente, tornando-a mais atraente para os jovens e permitindo mais possibilidades de crescimento, um vez que a média de idade dos professores da USP é de 55 anos.

 

 Sylvio Sawaya

 

O diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) iniciou sua apresentação rememorando um dos patronos do jornal, Júlio de Mesquita Filho, integrante do grupo que fundou a universidade. O professor citou trechos do discurso do jornalista na formatura do curso de Filosofia da USP de 1937. "A vossa licenciatura pela primeira vez no decorrer de sua evolução parece atuar nos destinos da nacionalidade.

 

Um grupo de jovens oriundos de um instituto de alta cultura, cujas láureas serão aqui serão solenemente conferidas e integram a totalidade das disciplinas das quais se constituem o saber humano. Assim o fato de vos acharmos prontos a preencher uma lacuna centenária, que nos relegava a condição humilhante e subalterna de colônia intelectual, passam a assinalar profunda transformações em nosso meio.

 

Encerrastes um ciclo de vossa existência, para dar início a outro, o da nossa maioridade intelectual."

Para Sawaya, a USP fez parte das manifestações de modernização do País e precisa "continuar este projeto, que tem a ver com o mérito do conhecimento". "A USP quer ser mais democrática, mais aberta, rever seus estatutos e sua estrutura anacrônica de gestão. Participar da afirmação de ponta que este mundo espera de nós", afirmou.

 

O arquiteto afirmou que em 90 dias de reitoria conseguiria promover mudanças no processo de eleição par reitor, segundo ele "arcaica", e que, em dois anos na reitoria, implementaria uma nova forma de administração da universidade.

 

ICMS

As três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) recebem anualmente uma parcela significativa do ICMS, em torno de 9%

 

Greve

Neste ano, a USP passou por uma greve de 57 dias, marcada pelo confronto entre estudantes e a Polícia Militar. Em 2007, grupos de alunos ocuparam a reitoria por 50 dias, em protesto contra decretos do governador José Serra.

 

>Univesp

A Universidade Virtual (Univesp) foi criada em 2008. Um convênio entre ela e a USP não saiu do papel por divergências entre a instituição e o governo. A USP aprovou neste ano um curso a distância para formação de professores. A Univesp financiaria o projeto, com custo de R$ 12 milhões. A reitoria, no entanto, não assinou o convênio por entender que o governo pretendia utilizar os dados provenientes do curso para viabilizar outros programas pelo Estado.

 

Inclusp

O Programa de Inclusão Social da USP foi criado há três anos para reduzir a desigualdade social no perfil dos alunos. O programa concede até 12% de bônus na nota para alunos de escolas públicas

 

Julio de Mesquita Filho

Diretor do Estado, Julio de Mesquita Filho fez parte da comissão que criou a USP. Foi ele quem buscou na França os primeiros professores da Faculdade de Filosofia; e foi escolhido para ser o paraninfo da primeira turma da faculdade, em 1937

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