Candidatos a MBAs no exterior correm contra o tempo

Exame exigido por escolas de negócios internacionais será reformulado na próxima semana

Cristiane Nascimento, especial para Estadão.edu,

31 Maio 2012 | 19h23

Candidatos às melhores escolas de negócios do mundo estão correndo contra o tempo. Isso porque a partir do dia 5 junho, o GMAT, exame utilizado nos processos de admissão dos programas de MBA internacionais, será reformato. A mudança tem promovido um certo frenesi entre entre os estudantes, que anteciparam a realização da prova para evitar a tal reformulação.

Foi o caso do engenheiro Igor de Noronha Barros, de 31 anos. Aluno da MBA House, escola preparatória para cursos de pós nos EUA, o jovem estuda para o exame há pelo menos cinco meses. Igor postergou o quanto pôde a data da prova afim de obter um melhor resultado e acabou agendando-a para a última semana antes que as mudanças fossem aplicadas. "Não queria ter o esforço adicional em ter de aprender o novo conteúdo a essa altura do campeonato", diz. 

Apesar da correria entre os candidatos brasileiros, essa situação é muito mais evidente nos EUA. É o que diz Vivianne Wright, sócia da MBA House, que tem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Nova York. "Os americanos se preparam para ter a nota do GMAT já na primeira rodada de requerimentos enviados às escolas, que acontece no final de setembro", diz. "Os brasileiros, por outro lado, geralmente optam pela segunda rodada, em janeiro, o que dá a eles mais tempo para se adaptar à nova parte." Além disso, Vivianne acredita que a informação não é bem divulgada e que poucos sabem que a prova mudará.

Exame

O GMAT continua com as seções quantitativa, verbal e de escrita analítica - esta última, que antes era composta por duas redações, passará a ter uma apenas. A maior diferença ficará por conta da inclusão da seção de raciocínio integrado. O tempo de duração da prova, no entanto, permanece o mesmo: os candidatos terão 3 horas e meia para completar o teste.

A nova parte da prova será composta por 12 questões divididas em: interpretação de gráficos, raciocínio em múltiplas fontes, análise de tabelas e análise de dados integrados. A seção terá nota de 1 a 8 e não integrará a pontuação final utilizada pela maior parte das escolas de negócios nos processo de admissão.

Segundo Vivianne, as novas questões não devem modificar a prova conhecida, mas apenas acrescentar ao teste uma nova avaliação sobre os candidatos. "Para o bem de todos que já estão se preparando, o treinamento para o GMAT não mudará, só será preciso um pouco mais de trabalho para compreender como será esta nova seção", afirma.

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