RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
RAFAEL ARBEX/ESTADÃO

Candidato da Fuvest enfrenta temporal e prova exigente

Chuva forte na capital e no interior do Estado atrapalhou candidatos; itens de Exatas foram considerados difíceis

O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2015 | 22h36

A forte chuva, que caiu neste domingo, 29, na capital e em cidades do interior, complicou a vida de candidatos na primeira fase da Fuvest, exame de acesso à Universidade de São Paulo (USP), na tarde deste domingo. Segundo professores de cursinho e estudantes, a prova foi exigente - principalmente na área de Exatas. 

Em alguns locais de prova, na capital e em Campinas, o temporal causou trânsito nas imediações. Apesar disso, o índice de abstenção da prova foi de 9,8% - menor do que no ano passado, em que 10,2% faltaram. Mas dentro da sala de prova, a chuva também foi motivo de queixas dos candidatos. 

Foi o caso de Cíntia Campos, de 18 anos, que fez o exame na Uninove Barra Funda, na zona oeste da cidade. Apesar de as janelas estarem fechadas, segundo ela, a água entrava pelas frestas e molhou a sua prova. “Fiquei desesperada, não sabia o que fazer. Já estava nervosa e fiquei ainda mais tensa. Depois mudei de lugar, mas mesmo assim me prejudicou”, reclama ela, que tenta Medicina.

Artur Rodrigues, de 21 anos, também reclamou. “Não molhou minha prova, mas os funcionários tiveram que entrar para secar a sala. Prejudicou a nossa concentração”, diz ele, candidato de Psicologia.

Dificuldade. Rodrigo Ferreira, que fez a prova na capital, acredita que as perguntas de Exatas estavam complexas. “Na prova de Física e Matemática, chutei questões. Quase não tinha questões fáceis para dar aquela aliviada”, afirma ele, de 18 anos, que tenta Engenharia Civil. 

Segundo alunos e professores de cursinho ouvidos pela reportagem, a prova exigiu cálculos trabalhosos. Para Vera Lúcia Antunes, coordenadora pedagógica do cursinho Objetivo, a complexidade dos itens fez com que o tempo para resolver cada pergunta ficasse curto. 

Entre os assuntos atuais, a Fuvest cobrou as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba. Um texto da prova de Inglês citava a expansão de serviços sob demanda, como o Uber. Também apareceram referências tradicionais na prova, como escravidão e ditadura militar - uma dos itens discutia a relação entre a TV Globo e o regime autoritário da época. 

Na opinião de Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares, os textos de Geografia, História e Inglês estavam mais longos do que nas edições anteriores. 

Por achar o teste difícil, Renata Fernandes, de 22 anos, já conta o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para entrar na USP. Neste ano, a nota da prova federal passou a ser aceita para o ingresso na USP em alguns cursos. “Em Humanas, como havia muitas questões de interpretação de texto e de atualidades, deu para ir melhor”, afirma ela, que pretende cursar Letras.

O resultado da primeira etapa da Fuvest será divulgado em 21 de dezembro.

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