Cancelamento do Enem preocupa vestibulandos

Na porta dos cursinhos, estudantes reclamam que adiamento da prova quebra ritmo dos estudos

Paulo Saldaña, Especial para O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2009 | 09h11

O cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), adiantado hoje pelo Estado, deixou os vestibulandos preocupados. Nesta manhã, a reclamação na porta dos principais cursinhos de São Paulo era a quebra no ritmo de estudos e a provável coincidência com outros vestibulares na hora da remarcação do exame.   Como muitos estudantes, Rafael Une, de 18, anos, do curso Etapa, foi informado sobre o cancelamento da prova pela reportagem. "Fiquei perplexo. Vai prejudicar todo meu planejamento de estudos", diz ele, que presta para Engenharia. O candidato a economia Victor Varela, de 18 anos, do Anglo, também acha que o adiamento atrapalhará seus estudos. "Na última semana, só fazia questões para o Enem", disse ele.   A prova deve ser remarcada em 45 dias, segundo informou o Inep, órgão responsável pelo Enem. Os estudantes reclamam que, além de desorganizar os estudos, as novas datas devem ficar muito próximas a de outros vestibulares, como Fuvest, Unesp e Unicamp. "Será muito cansativo, vai prejudicar meu desempenho", disse a estudante do cursinho da Poli, Jéssica Carolina Arent de Albuquerque, de 20 anos, que presta para Ciências Sociais.   Os exemplares do jornal foram concorridos hoje pelos estudantes em busca de detalhes sobre o cancelamento. Segundo a reportagem, o vazamento da prova levou o Ministério da Educação a cancelar na madrugada desta quinta-feira o exame.   O Enem seria aplicado no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame.  

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