Câmpus da USP e Unesp no interior de SP têm volta às aulas parcial

Em Piracicaba, polícia teve que intervir em ação dos grevistas e em Franca os trabalhos pararam por completo

Rene Moreira , Especial para O Estado

05 Agosto 2014 | 17h14

A volta às aulas nas universidades públicas estaduais tem sido bastante complicada nos câmpus do interior paulista por causa dos movimentos grevistas. Na Universidade de São Paulo, em Piracicaba, a Polícia Militar precisou ser acionada nesta terça-feira, 5, para liberar os portões da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

Os funcionários estão há 70 dias de braços cruzados por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os policiais negociaram com os grevistas e não houve confronto. Os portões foram liberados às 9h. 

Na USP de Ribeirão Preto, bloquear os portões também têm sido o recurso usado por manifestantes para chamar a atenção. Foi o que ocorreu nesta segunda, 4, quando alunos enfrentaram problemas para entrar no câmpus. Dentro das faculdades, se depararam com laboratórios, bibliotecas e até refeitórios fechados.

Sem aula. Em Franca, a greve fez a Universidade Estadual Paulista (Unesp) suspender desde maio as aulas. Na cidade são 2,2 mil alunos de quatro cursos superiores, além dos cursos de especialização, mestrado, entre outros. Somente os estudantes de pós-graduação estão estudando. Para os demais, o primeiro semestre continua em aberto e sem uma definição sobre o calendário e as notas de cada disciplina.

Na Unesp de Jaboticabal, a greve também é sentida, mas com pouca adesão e os alunos não estariam sendo prejudicados. Já em Rio Claro a volta às aulas na universidade foi parcial, pois parte dos docentes estão de braços cruzados. Situação parecida é registrada na Unesp de Araraquara e Presidente Prudente, onde o movimento grevista é parcial e alguns cursos sentem mais os efeitos da paralisação.

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