Campeão em redação, Batista investiu em português para combater o ‘internetês’

Há três anos, colégio criou projetos específicos com os alunos para incentivá-los a escrever melhor

Estadão.edu, Larissa Linder

19 Julho 2010 | 18h49

Escola paulistana com melhor nota na redação do Enem, o Colégio Batista Brasileiro, que fica em Perdizes, zona oeste, iniciou um trabalho específico com os alunos há três anos. Foi nessa época que os professores perceberam a necessidade de estimular os estudantes a se expressarem melhor, já eles estavam mais acostumados à linguagem rápida da internet.

 

Foram criados diversos projetos na área. Um deles, o Leia Mais, abrange desde os alunos dos primeiros anos do fundamental até o ensino médio. Os estudantes fazem fichas dos livros que lêem e contam o que aprenderam com cada obra para outras turmas. Assim, crianças trocam experiências com adolescentes e vice-versa. No fim do ano, o aluno que leu mais livros é premiado.

 

Outro projeto da escola é o Laboratório de Redação, voltado para o ensino médio. Uma vez por semana, no período da tarde, os alunos se dedicam a escrever. No fundamental II, há a disciplina Técnicas de Redação, também no período vespertino e uma vez por semana.

 

Para a diretora pedagógica Maria Martinez de Lima, há 35 anos no colégio, o fato de o Batista tratar a leitura de modo interdisciplinar também conta para o bom desempenho dos alunos na área. "Todas as nossas provas têm perguntas complexas, que exigem interpretação, no mesmo modelo do Enem", disse ao Estadão.edu.

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