Cai taxa de analfabestimo entre pessoas com 15 anos ou mais

Proporção saiu de 9,7% em 2009 para 8,6% em 2011, totalizando 12,9 milhões de pessoas

Agência Brasil ,

24 Setembro 2012 | 11h57

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 9,7% em 2009 para 8,6% em 2011, totalizando 12,9 milhões de brasileiros. A maior proporção ainda é verificada na Região Nordeste, mesmo com queda na taxa - de 18,8% para 16,9%.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada na sexta-feira, 21, pelo IBGE, 96,1% dos analfabetos do País têm 25 anos ou mais. Mais da metade deles se concentram na faixa acima de 50 anos.

A gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, destaca a desigualdade regional na taxa de analfabetismo. De acordo com os dados, 35,6% das pessoas no Nordeste com 50 anos ou mais eram analfabetas em 2011.

“As taxas de analfabetismo para as populações até 24 anos são muito baixas, no Sul e no Sudeste, então, não chega a 1%. Elas são maiores quando a gente vai para as regiões Norte e Nordeste e conforme a faixa etária vai aumentando”, destaca Maria Lúcia.

Para superar o analfabetismo no Brasil, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, defende a adoção e políticas mais robustas, a partir do esforço conjunto entre governo federal, Estados e municípios. “Os desafios educacionais da Região Nordeste devem ser superados pela colaboração do governo federal em parceiras intensas com Estados e municípios. Superar o analfabetismo é questão urgente e complexa, por isso exige políticas robustas e capazes de fazer sentido para os cidadãos que não conseguiram se alfabetizar.”

Os dados da Pnad apontam ainda que, de 2009 a 2011, houve aumento do nível de instrução entre pessoas com 25 anos ou mais. A proporção de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de 8,8% para 10%. No caso do ensino médio, passou de 23% para 24,5% e do ensino superior, de 10,6% para 11,5%. Do mesmo modo, caíram os porcentuais para o ensino fundamental incompleto (de 36,9% para 31,5%), médio incompleto (de 4% para 3,9%) e superior incompleto (de 3,5% para 3,4%).

Na distribuição por gênero, a média de anos de estudo entre as mulheres ficou em 7,5 em 2011 enquanto entre os homens atingiu 7,1.

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