Caçulas da Fuvest

Próximo exame já oferecerá vagas em Ciências Biomédicas e Saúde Pública, em São Paulo, e em 3 cursos de Engenharia em Lorena

Carlos Lordelo

26 Julho 2011 | 00h00

Cinco cursos, que oferecem 200 vagas, são as novidades da Fuvest 2012. Dois deles serão abertos na capital, Ciências Biomédicas e Saúde Pública, e os demais no câmpus da USP em Lorena: Engenharia Física, Ambiental e de Produção.

A graduação em período integral em Biomédicas usará uma grade curricular flexível para formar cientistas e professores universitários. “Vamos preparar especialistas em pesquisa na área biológica voltada para a saúde”, diz o coordenador, Luiz Roberto Britto.

Desde o primeiro ano os alunos serão estimulados a participar dos projetos de pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas. Também terão aulas de programação de computador e bioengenharia. A partir do 5.º semestre, vão escolher o foco de seu projeto de pesquisa, em áreas como imunologia, parasitologia e bioquímica.

A graduação em Saúde Pública visa a formar profissionais para planejar ações de saúde, algo que só era feito em nível de pós. Em oito semestres, vai ensinar, por exemplo, a trabalhar com estatísticas e medir a eficiência de programas.

“Saúde é uma das áreas que mais empregam”, diz a diretora da Faculdade de Saúde Pública, Helena Ribeiro. “Formaremos pessoas mais adequadas para atender à demanda.”

Com 120 novas vagas, a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), a 180 quilômetros da capital, passa pela primeira ampliação desde sua incorporação pela USP, em 2006. “Produzimos metade do número de engenheiros necessários para sustentar nosso crescimento econômico”, afirma o diretor da escola, Nei Fernandes de Oliveira Júnior, para justificar a criação dos cursos.

Engenharia Física é um curso novo no Brasil – só há turmas formadas na Federal de São Carlos. Quer preparar profissionais capazes de otimizar processos industriais. “O aluno será um generalista, criador de tecnologias em áreas como materiais, energia e computação.”

Engenharia de Produção também aposta no perfil generalista. O objetivo do curso é formar pessoal para solucionar problemas na gestão de sistemas de produção de bens e serviços.

O bacharel em Engenharia Ambiental fará a prevenção e controle da poluição. Com o curso, a EEL também quer alimentar programas de pós do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na vizinha Cachoeira Paulista. “Nossa especialidade são recursos hídricos, mas pretendemos firmar parceria com o Inpe para fortalecer a pesquisa em ambiente no Vale do Paraíba.”

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