JF Diorio/AE
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Butantã concentra o maior número de inscritos da capital na Fuvest

Engenharia é a mais procurada na maioria dos bairros, mas medicina tem maior número de inscritos

Isis Brum, Jornal da Tarde

29 Novembro 2010 | 22h14

O bairro do Butantã, que abriga a Cidade Universitária – o maior câmpus da Universidade de São Paulo (USP) e sede da Reitoria da instituição – é também a região que concentra o maior número de inscritos da capital paulista na Fuvest deste ano: 6.617 pessoas entre 57.829 registros feitos na cidade de São Paulo.

 

É a área que também lidera a procura por três dos cinco cursos mais disputados no vestibular da USP – Economia, Arquitetura e Letras. No total, 132.993 estudantes se inscreveram para a primeira fase do vestibular, realizada no domingo. A abstenção foi de 7,79%, a maior desde 2002.

 

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A Fuvest divide a cidade em 17 macrorregiões pelas foram distribuídos 60 locais de prova. De acordo com o endereço e o CEP cadastrados na ficha de inscrição, o estudante é automaticamente incluído em uma dessas áreas. É dessa maneira que a Fundação para o Vestibular possui estatísticas sobre as carreiras mais procuradas pelo paulistano por bairro da capital.

 

Carreiras tradicionais

 

A preferência não diverge do gosto da maioria absoluta de inscritos. Os cursos tradicionais – Medicina, Engenharia, Direito, Economia e Arquitetura, nessa ordem – são os mais procurados pelos vestibulandos de São Paulo, independentemente da região da inscrição para uma dessas vagas.

 

A profissão de médico lidera a preferência na capital com 6.104 inscritos. A disputa é mais acirrada no Paraíso, zona sul, onde estão concentrados 698 candidatos. Um deles é a estudante Juliana Altenfelder Silva, de 16 anos, que fez ontem a prova pela primeira vez.

 

Juliana sonha em ser psiquiatra. “Hoje em dia, tudo se resolve com antidepressivos. Acho errado e quero trabalhar na área para mudar isso”, afirma a jovem. Ela admite a possibilidade de não entrar “de primeira” em Medicina. “A maioria das pessoas passa só depois de três a quatro anos de cursinho”, diz. Mesmo assim, dedica-se aos estudos com o rigor de quem entra em uma disputa para ganhar.

 

Na semana que antecedeu a Fuvest, Juliana revisou matérias como Química e Zoologia, nas quais sente mais dificuldade – e debruçou-se sobre livros e apostilas das 7h às 19h. Essa rotina começou há cerca de um ano e meio, quando retornou de um intercâmbio na Austrália e se matriculou no Colégio Palmares. “Precisava estudar bastante para acompanhar os colegas”, conta. A estudante não se intimida com a concorrência elevada. Neste ano, a relação de candidatos por vaga em Medicina é 49,25.

 

O índice é tão elevado quanto a procura pelo curso de Direito na Faculdade do Largo do São Francisco, no centro. São 4.956 concorrentes na capital, dos quais 564 na Vila Mariana, região sul. Ali, o curso mais procurado é Engenharia na Escola Politécnica, com 6.602 inscritos – carreira que conta com o maior número de inscritos em 10 das 17 regiões paulistanas apontadas pela Fuvest.

 

São 19 candidatos por vaga em Direito e Fernanda Hayar Zamboim, de 17 anos, é uma das concorrentes. Decidiu seguir carreira na área aos 12, depois de notar sua habilidade para a leitura, comunicação, escrita e argumentação. “Meu sonho é prestar concurso público para me tornar juíza ou promotora”, conta. Fernanda estuda em período integral no Colégio Arquidiocesano, também na Vila Mariana. Troca as sonecas após o almoço por revisão de disciplinas e resolução de exercícios.

 

Antes da Fuvest, fez o vestibular da Fundação Getúlio Vargas em uma das salas da São Francisco. “Aproveitei para conhecer o prédio”, conta. “Entrei como se já fosse aluna e não visitante.”

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