Bush vai à Justiça contra política de admissão em universidade

O presidente Bush apresentou na quinta-feira denúncia ampla contra as chamadas preferências diretas por minorias raciais nas admissões de universidades. E disse que enviaria à Suprema Corte um pedido de urgência para que as políticas de admissão na Universidade de Michigan fossem declaradas inconstitucionais. "Apóio a diversidade de todos os tipos, incluindo diversidade racial na educação superior", disse Bush em pronunciamento pela tevê. "Mas o método usado em Michigan para atingir esse importante objetivo é falho. No fundo, as políticas da universidade levam a um sistema de cotas que recompensam ou punem injustamente potenciais estudantes baseado somente em suas raças." Ao ficar do lado de três estudantes brancos que alegam ter sido recusados nos cursos de direito em detrimento de candidatos menos qualificados de minorias, Bush se pôs na linha de frente dos debates sobre programas de ação afirmativa no país. Ao mesmo tempo que defende uma uma maneira de garantir mais estudantes pertencentes a minorias nas universidades, Bush acha que programas como os de Michigan "criam uma forma errada de fazer isso, perpetuando assim nossas divisões", além de serem "injustos e impossíveis de se ajustar à nossa Constituição".Sinal da cuidadosa calibragem política de suas palavras, o presidente usou repetidamente o termo cota para descrever a política de admissão de Michigan, palavra que inevitavelmente atrai forte oposição em pesquisas. A decisão do presidente de intervir no caso foi significante, porque seu governo não estava envolvido legalmente e não tinha de tomar uma posição. Apesar da linguagem medida no seu discurso, o teor do texto a ser enviado à Suprema Corte não ficou claro. Uma autoridade da Casa Branca , que não quis identificar-se e está envolvida em sua redação, comentou que esse pedido seria "muito bem confeccionado" para se dirigir só aos programas de Michigan.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2003 | 14h24

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