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Google lança plataforma para tornar alunos e professores pesquisadores eficientes; fomos a campo e testamos alguns dos recursos do Search Education

Cristiane Nascimento, especial para o Estadão.edu,

29 de maio de 2012 | 00h49

Giovana. Estudante mergulhou na pesquisa sobre o fim do mundo

Rodrigo. Lições sobre como acessar diretamente fontes oficiais de dados

 

Foi-se o tempo em que alunos perdiam horas em livros e enciclopédias para fazer trabalhos escolares, mas a busca via internet, apesar da agilidade, traz alguns poréns. Muitos se contentam com o “copiar e colar” dos primeiros resultados, em um trabalho automático que nem sempre é a melhor opção do ponto de vista pedagógico.

 

Buscando orientar professores e alunos, o Google lançou o Search Education (www.google.com/insidesearch/searcheducation/), ferramenta que tem o objetivo de transformá-los em exímios pesquisadores. “Queremos ensiná-los a refinar buscas, cruzar dados e consultar fontes confiáveis”, diz Felix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil.

 

O site reúne tutoriais temáticos que abordam da escolha dos termos mais precisos para a realização de busca até a validação da credibilidade das fontes encontradas.

 

Além dos tutoriais, hoje em inglês apenas, o site reúne planos de aula e desafios diários que avaliam o aluno não apenas no conhecimento da matéria, mas também no uso de mecanismos de pesquisa.

 

Para testar os atalhos para otimização de buscas, o Estadão.edu propôs um desafio a dois alunos do 3.º ano do Colégio Bandeirantes, em São Paulo. Pedimos que fizessem pesquisas e anotamos suas principais dificuldades. Depois, Ximenes entrou em ação e deu uma série de toques para que a busca se tornasse mais precisa.

 

ANTES

Apocalipse foi o tema pesquisado por Giovana Martin Baptista, de 17 anos. A estudante queria descobrir um pouco mais sobre as várias visões sobre o fim do mundo ao longo da história. Começou a busca com os termos “histórias de apocalipse”. Teve mais de 1,3 milhão de links como resultado. Digitou “previsão para o fim do mundo” e o número diminuiu para quase 1 milhão. Insistiu na expressão, acrescentou “em 2012” no final e deixou tudo entre aspas. Teve 2.430 resultados.

 

DEPOIS

Como realizar uma boa pesquisa sobre um tema tão vago quanto o fim do mundo? Foi essa a primeira pergunta que Felix Ximenes fez a si mesmo quando descobriu o tema pesquisado pela aluna do Bandeirantes. “A linha direta God@qualquercoisa ainda não existe, não temos uma voz oficial”, brinca. O diretor do Google reforçou a eficiência do atalho usado pela estudante: quando inseridas entre aspas, as palavras são procuradas na ordem exata indicada, o que restringe bastante a busca. Para descobrir as teorias que antecederam a de que o mundo acabará em 2012, Ximenes sugeriu a inclusão de “-maia” antes de “previsão para o fim do mundo”. Os quase 1 milhão de links transformaram-se em 24 mil. “A restrição nos traz muito mais segurança”, diz Giovana. É também possível encontrar o que foi publicado na virada do milênio, época em que o assunto também esteve em pauta. Para isso, basta determinar o intervalo temporal, opção disponível no próprio buscador.

 

ANTES

Rodrigo David Cravo, de 17, começou sua busca com as palavras “doenças relacionadas a tireoide”. Em segundos, localizou 148 mil fontes. Mudou para “problemas tireoide” e conseguiu 167 mil resultados. Na busca avançada do Google, o jovem descobriu que o atalho “or” poderia lhe ajudar. Digitou “doenças OR relacionadas OR tireoide”. O caminho não deu o resultado previsto: teve 364 milhões de indicações - a busca reuniu a pesquisa conjunta das três palavras.

 

DEPOIS

Muitos não sabem, mas é possível limitar uma pesquisa a bancos de dados de sites oficiais. A Fundação Oswaldo Cruz, por exemplo, seria uma boa opção no caso de Rodrigo, já que o tema escolhido por ele está diretamente ligado à saúde. Com a inserção do atalho “site:www.fiocruz.br tireóide” na barra de buscas do Google, os 148 mil resultados iniciais da pesquisa reduziram-se a 78. “E essas informações certamente são as mais confiáveis, porque são oficiais”, diz Ximenes. A busca poderia ser ainda transposta para o site da Organização Mundial de Saúde, outra fonte segura. Nesse caso, seria necessária apenas a tradução de “tireóide” para o inglês, língua padrão do portal: “thyroid”. Relatórios e documentos também podem ser facilmente encontrados com a adição do atalho “filetype:PDF”. “Se soubesse dessas ferramentas há alguns anos, quando fazia pesquisas com mais frequência, teria sido muito mais feliz”, brinca Rodrigo. “Isso tem de ser mais divulgado entre os estudantes.”

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