Brasília recebe marcha em defesa à educação

Professores de todo o País ligados à CNTE devem se reunir na capital nesta quarta-feira

Estadão.edu,

04 Setembro 2012 | 10h48

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realiza nesta quarta-feira, 5, a Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. O ato, que está em sua sexta edição, será em Brasília. De acordo com a entidade, ao menos 5 mil trabalhadores em educação de todo o País devem participar da mobilização, representando os 43 sindicatos filiados à confederação.

Segundo Marta Vanelli, secretária geral da CNTE, o envio do Plano Nacional de Educação (PNE) ao Senado, juntamente com a aprovação do índice de 10% do PIB para investimentos em educação até 2022, é uma das principais reivindicações do movimento. "Queremos pressionar os deputados que assinaram o requerimento que leva o PNE para discussão em plenário a desistirem deste recurso e votarem a favor dos 10%", diz.

A manobra, firmada por 80 deputados, além de adiar a tramitação do PNE no Congresso, coloca em risco a votação da comissão especial que decidiu pelo investimento de 10% do PIB em educação até 2022. São necessárias no mínimo 41 desistências dos parlamentares, seguidas da subscrição de um recurso coletivo abrindo mão da votação em plenário.

Outra reivindicação do ato trata do cumprimento integral da Lei Nacional do Piso do Magistério, ainda não respeitada por vários Estados e municípios. A CNTE defende que a Lei do Piso não se limite apenas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para definir os reajustes aos professores. "Queremos uma lei que garanta ganhos reais ao longo dos anos."

A marcha contará ainda com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a qual a CNTE é filiada. A confederação solicitou audiências com a presidente Dilma Rousseff, com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e com os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Marco Maia, para debater a tramitação do PNE e da Lei do Piso.

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