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Brasileira fica entre os cem melhores universitários da Inglaterra

Estudante de Ciência Ambiental pretende fazer projetos no Brasil

Larissa Linder, Estadão.edu

30 Setembro 2010 | 16h21

A germano-brasileira Gisela Schilling, de 23 anos, ficou entre os dez melhores universitários da Inglaterra na área de Ciência. Ela também ficou entre os cem melhores do país, pelo prêmio Graduate 100, no qual 130 mil pessoas se inscreveram. A estudante acaba de se formar em Ciência Ambiental pela Oxford Brooks University. “Não esperava nem ser indicada pela minha universidade, quanto mais ganhar o prêmio.”, conta.

 

Os estudantes que receberam o prêmio foram convidados para um jantar este mês, em uma solenidade com empresários e representantes do governo e de setores estratégicos como energia. “Pude conversar com pessoas do Ministério do Meio Ambiente, ter um primeiro contato. Foi muito importante para mim”, conta.

 

Filha de mãe brasileira e pai alemão, Gisela saiu do Brasil aos 7 anos, quando foi morar na Alemanha. Saiu de lá para Oxford em busca do curso de Ciência Ambiental que considerava o ideal por ser interdisciplinar. “Sempre me interessei pelo assunto, desde criança, e acho que é uma área que tem urgência de ser estudada, por causa dos problemas ambientais que temos”.

 

Antes mesmo de entrar na faculdade, morou por um mês em Fortaleza e por dois em Belém, onde trabalhou em ONGs ligadas à questão ambiental. “Escolhi ONGs do Brasil porque queria muito voltar. Sinto-me brasileira, amo este País.”

 

A estudante pretende atuar em organizações com projetos ligados à água. A intenção dela é trabalhar no Brasil. “É um lugar que amo, e acho que há muito trabalho a ser feito aí.” Os principais problemas com água no Brasil, segundo Gisela, são a falta de saneamento e a poluição de indústrias e residências.

Há um mês, a estudante mudou-se para Londres, onde começou a cursar o mestrado em Gerenciamento de Água no Imperial College London.

 

Prêmio. O Graduate 100 é uma iniciativa desenvolvida por empresários britânicos e universidades. O prêmio identifica anualmente cem graduandos que têm perfil para serem futuros líderes. Eles são tidos como pessoas que terão grande impacto no mercado de trabalho, em áreas consideradas importantes como negócios, mídia, arte, setor público e esportes. Os vencedores ganham visibilidade, inclusive por meio de uma revista distribuída em empresas de várias partes do mundo.

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