Werther Santana/Estadão - 08/01/2021
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Brasil tem 7 universidades no top 10 da América Latina, mas não fica em 1º; veja lista

As três instituições brasileiras mais bem colocadas são paulistas; na lista de 197 faculdades, País abriga 72

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2022 | 16h35
Atualizado 14 de julho de 2022 | 18h58

Sete das dez melhores universidades da América Latina são brasileiras, segundo ranking da revista britânica Times Higher Education (THE), referência mundial na análise de educação superior. As três faculdades nacionais mais bem colocadas estão em São Paulo. Na lista divulgada nesta quinta-feira, 17, entre 197 instituições, 72 (36,5%) são do Brasil.

Embora o País desponte entre as mais bem qualificadas, a Pontifícia Universidade Católica do Chile ganhou a liderança, que encabeça a lista pelo terceiro ano consecutivo. Para classificá-las, a revista leva em conta cinco aspectos: ensino, pesquisa, citações, impacto internacional e receita da indústria (transferência de conhecimento).

A Universidade de São Paulo (USP) se manteve na segunda posição do ranking e como a melhor entre as brasileiras. A Universidade de Campinas (Unicamp) também continuou na terceira colocação. 

A Federal de Santa Catarina (UFSC) entrou para o Top 10, subiu 5 posições e emplacou no 6º lugar. Já a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) saiu da 9ª para a 4ª colocação. 

Outros países que também se destacaram foram Chile (30), Colômbia (29) e México (26). 

Confira as 30 melhores

  1. Pontifícia Universidade Católica do Chile (Chile);
  2. Universidade de São Paulo (Brasil);
  3. Universidade de Campinas (Brasil);
  4. Universidade Federal de São Paulo (Brasil);
  5. Instituto de Tecnologia de Monterrey (México);
  6. Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil);
  7. Universidade do Chile (Chile);
  8. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil);
  9. Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil);
  10. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Brasil);
  11. Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil);
  12. Universidade Estadual Paulista (Brasil);
  13. Universidade dos Andes (Colômbia);
  14. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil);
  15. Universidade de Brasília (Brasil);
  16. Universidade Nacional Autônoma do México (México);
  17. Universidade Federal de São Carlos (Brasil);
  18. Universidade Nacional da Colômbia (Colômbia);
  19. Universidade Federal de Viçosa (Brasil);
  20. Universidade Federal do Paraná (Brasil);
  21. Universidade das Índias Ocidentais (Jamaica);
  22. Universidade Federal do ABC (UFABC) (Brasil);
  23. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil);
  24. Universidade Federal de Lavras (Brasil);
  25. Pontifícia Universidade Javeriana (Colômbia);
  26. Universidade de Conceição (Chile);
  27. Universidade Federal de Santa Maria (Brasil);
  28. Universidade Austral do Chile (Chile) (=28);
  29. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil) (=28);
  30. Universidade Autônoma Metropolitana (México).

R$ 2 bilhões em investimentos

Conforme noticiou o Estadão na última segunfa-feira, 11, a USP planeja investir R$ 2 bilhões nos próximos anos.  O dinheiro será destinado a retomada de obras paralisadas, como a do Parque dos Museus, a construção de um distrito tecnológico no câmpus do Butantã e a adoção de tecnologias sustentáveis.  A partir de outra fonte de recursos, a universidade pretende ampliar seu quadro de profissionais com a contratação de 876 professores e 400 servidores técnico-administrativos até 2025.

A maior parte dos investimentos será para erguer novas estruturas ou reformar prédios em condições ruins, como os da moradia estudantil. É previsto, por exemplo, gastar R$ 100 milhões na modernização de instalações de pesquisa e outros R$ 300 milhões para a construção de novas.

Segundo a reitoria, as novas despesas não comprometem o equilíbrio das contas para o futuro. A principal fonte de receita da instituição é uma cota fixa (5,02%) da arrecadação estadual do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Após oito anos em crise financeira, a USP teve superávit de R$ 1,78 bilhão em 2021, resultado impulsionado pela inflação. 

Um dos motivos para a crise financeira da universidade, iniciada em 2014, foi o inchaço acelerado de quadro de servidores e a falta de recursos disponíveis para arcar com as despesas. Um caminho que a instituição encontrou para desinchar o problema foi recorrendo a um programa de demissão voluntária de técnicos, e o congelamento de contratações e salários.

Paralisação de obras, como a Praça dos Museus, em 2014, também foi uma medida adotada. Mas está nos planos da instituição retomar a construção,  que deverá custar R$ 250 milhões. A praça vai abrigar o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e o Museu de Zoologia (MZ). 

A USP também prevê erguer o Distrito Tecnológico do Jaguaré, e disponibilizar R$ 50 milhões para a estrutura de assistência estudantil, como as moradias universitárias.

A reitoria também prevê aporte de verba ao Hospital das Clínicas de São Paulo (R$ 150 milhões) e no de Ribeirão Preto (R$ 67 milhões), unidades de referência onde há formação de alunos e produção de pesquisas. Os planos incluem um centro de estudos clínicos, um serviço de diagnóstico rápido e um ambulatório integrado de oncologia nessas unidades. 

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