Brasil sedia evento de ciência cidadã para sustentabilidade

Cientistas, especialistas em softwares e cidadãos comuns poderão contribuir com o tema

Estadão.edu,

26 Julho 2012 | 10h56

Nos dias 28 e 29 de julho, na Casa da Cultura, em São Paulo, e 31 de julho e primeiro de agosto, na Unifesp de São José dos Campos, cientistas, especialistas em softwares e cidadãos comuns poderão contribuir com a sustentabilidade. Nestes dias acontece o Brasil@ Home, um hackday em que o objetivo é usar as tecnologias da informação para criar projetos de importância para o tema.

Idealizado pelos cientistas Francois Grey, professor da Universidade de Tsinghua, em Pequim, e Daniel Lombraña Gonzales, engenheiro do Citizen Ciberscience Centre, organização que ajuda cientistas de países em desenvolvimento a terem acesso a voluntátios na área de computação e ideias, o evento que ocorre nos próximos dias no Brasil faz parte de uma iniciativa mundial.

Outras @Homes acontecem na África, Ásia e Índia, por enquanto. De acordo com Grey, o valor da ciência cidadã é maior para os cientistas em regiões que estão em desenvolvimento, já que "fornece computação livre e mão de obra para pesquisadores que podem ter orçamentos muito limitados".

Para o professor de Tsinghua, o principal desafio no Brasil é conseguir cientistas ortodoxo nas universidades para abraçar a causa. "Eu tive mais facilidade para fazer isso na China", diz. "Acho que isso é, em parte, porque a comunidade científica é conservadora por natureza em relação às novas abordagens e hesitam em se envolver com o público de maneira direta."

Também por conta desta dificuldade, o evento vai buscar alcançar os jovens, tanto os desenvolvedores hackers, quando os da universidade. Mas os hackdays não são restritos a estas pessoas e todos estão convidados. "A ciência é uma parte fundamental da nossa cultura moderna. Por isso, deve ser algo de que as pessoas possam participar ativamente, não só aceitando passivamente. Esta é a melhor maneira de fazer ciência relevante", afirma Grey.

Sustentabilidade. O tema passou a ser mais urgente depois da Rio+20, em junho. A ideia é que as pessoas não tenham que esperar outra conferência ou deixar as decisões e ações somente nas mãos dos governos. Com projetos de ciberciência colaborativos, é possível estar sempre buscando soluções. "Eu espero muito dos novos projetos que vão sair do imaginário coletivo que vamos montar aqui [em São Paulo]".

Um exemplo do que pode ser feito, e será apresentado nos hackdays, é o projeto Forest Watchers, que permite a participação das pessoas, por meio de um aplicativo da web, na construção de mapas precisos de desmatamento baseados em imagens de satélite.

Serviço:

Inscrições podem ser feitas internet (http://brasilathomeccd.eventbrite.com/)

Datas:

28/07, sábado - Das 16 às 21 horas

29/07, domingo - Das 10h às 19 horas

Local: Casa da Cultura Digital – Rua Vitorino Carmilo, 459, Santa Cecília, São Paulo

Datas:

31/07, terça-feira - Das 14 às 18 horas

01/08, quarta-feira - Das 9 às 18 horas

Local: Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da Unifesp em São José dos Campos. Rua Talim, 330 - São José dos Campos, SP.

 

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