Brasil recebe verba da Inglaterra para estudar línguas tupis

Um grupo de lingüistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) vai receber cerca de R$ 3 milhões da Inglaterra para pesquisar cinco línguas indígenas brasileiras ameaçadas de extinção. As línguas do tronco Tupi que serão documentadas são a Puruborá, Mekens, Ayuru, Mondé (de Rondônia) e Xipáya (do Pará).Coordenado por Denny Moore, coordenador da área de lingüística do museu vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o projeto "Documentação de Cinco Línguas Tupi Urgentemente Ameaçadas", foi aprovado pelo Endangered Languages Documentation Programme, o programa de documentação de línguas ameaçadas da Inglaterra. Pelo menos 42 das quase 160 línguas indígenas do Brasil estão em perigo de extinção por causa do número reduzido de usuários ou da falta de transmissão às novas gerações. A língua Puruborá, dentro do projeto do MPEG, conta hoje com apenas três pessoas semi-falantes, ou seja, que não dominam completamente o idioma. A língua Mekens tem 23 falantes, a Xipáya tem um falante, a Ayuru 10 falantes e a Mondé também tem apenas três semi-falantes.O projeto venceu um processo de julgamento rigoroso em competição internacional. Dos 150 concorrentes, somente 21 foram aprovados. Duas outras propostas brasileiras foram contempladas; Sidney Facundes, da Universidade Federal do Pará, com estudo da língua Apurinã, e Eduardo Ribeiro da Universidade Federal de Goiás, estudando a língua Ofayé. Além desses projetos, no Brasil, o estudo de Filomena Sandalo, da Unicamp, sobre a língua Kadiwéu, foi incluído em um outro projeto.

Agencia Estado,

04 de maio de 2003 | 23h36

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