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Brasil é o 60º colocado em ranking mundial de educação

Desempenho do País está entre os mais baixos, em ranking internacional que avaliou 76 países; melhor avaliado é Cingapura

Isabela Palhares , O Estado de S. Paulo

13 Maio 2015 | 11h13

Atualizada às 22h40

SÃO PAULO - O Brasil ficou na 60.ª posição no ranking mundial de educação, divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Foram avaliados 76 países - um terço das nações do mundo - por meio do desempenho de alunos de 15 anos em testes de Ciências e Matemática.

Apesar de estar entre os países com pior desempenho, a organização avaliou no relatório que o Brasil tem grande potencial de crescimento econômico se conseguir proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos.

O relatório aponta ainda que o Brasil registrou melhoras “notáveis” na performance dos adultos na última década. No entanto, o relatório ressalta o grande número de estudantes que abandonam a escola e chama a atenção para a qualidade do ensino ofertado. “Apesar de praticamente todas as crianças entre 7 e 14 anos de idade ingressarem nas escolas no começo do ano, nem todos continuam até o final. Eles abandonam porque o currículo escolar não é atrativo, porque precisam trabalhar ou por ter dificuldade em acompanhar as aulas.”

No ranking, o Brasil aparece com desempenho pior do que o de países como o Irã (51.º), que enfrentou uma guerra de grandes proporções nas últimas décadas, e os vizinhos Chile (48.º) e Uruguai (55.º), que têm economias mais fracas do que a brasileira. Outros três sul-americanos ficaram entre os 15 piores colocados na avaliação: Argentina (62.º), Colômbia (67.º) e Peru (71.º). No ranking de 2012, que avaliou 65 países, o Brasil havia ficado em 58.º lugar.

A assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) informou que só vai comentar os dados após a apresentação oficial do relatório, que ocorrerá na próxima semana durante o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul.

No evento, líderes mundiais vão traçar metas de educação para os próximos 15 anos. Os últimos objetivos foram traçados em 2000, mas alguns deles - como fornecer ensino primário a todas as crianças - não foram completamente alcançados.

“A tarefa para os governos é ajudar os cidadãos a se desenvolver e garantir que em 2030 todos eles tenham os conhecimentos e habilidades necessários para ter uma educação, trabalho e vidas adequados”, avalia a OCDE, no relatório.

Posições. As cinco melhores colocações ficaram para países asiáticos, Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan, na sequência. 

Segundo o diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher, é a primeira vez que o ranking consegue ter uma escala “verdadeiramente global” sobre a qualidade da educação. “A ideia é dar a mais países, ricos e pobres, a possibilidade de comparar a si mesmos com os líderes mundiais em educação para descobrir pontos fracos e fortes e ver os ganhos econômicos a longo prazo gerados pela melhoria da qualidade da educação.”

Schleicher chamou a atenção para o caso de Cingapura, que nos anos 1960 tinha altos índices de analfabetismo, mas conseguiu uma recuperação nas últimas décadas.

Nas três piores posições do ranking estão Gana, África do Sul e Honduras.

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